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A mostrar mensagens de outubro, 2014
pedes-me poesia e não te dou nem uma linha. achas que tenho tempo? nem para me coçar, como diria o outro. um dia, outro, ainda mais um e não se pára, não se respira. transportes, almoços mal almoçados, cafés instantâneos uns atrás dos outros, copos de vinho que não caiem bem, gins que fazem mal. isso sim, faz aguentar andar na linha, não a poesia. isso já não existe, isso já não se usa. viver da escrita, escrever sobre a vida? isso é para ricos e para ricas, não para quem paga as contas. eu cá não tenho tempo para nada. nem tempo para ninguém.