Uma aula num ginásio de Hackney que começa com o Harlem Shake, 10 fat mamas já suadas e umas 30 miúdas que fazem 200 séries de abdominais sem piar não pode correr bem. Ou pode? Que saudades do meu Yoga em Notting Hill.
Nunca mais escrevi. Porquê que nunca mais escrevi? Porque passo o dia a escrever, mas agora em inglês. E olhem, se uma pessoa já é meia disléxica, sempre a escrever palavras que não existem na sua língua nativa, imaginem noutra que nada tem a ver. Mesmo com muitas horas de filmes sem legendas e mais horas a ler letras de músicas de amor e carpe diem. Mesmo a tentar correr mais rápido que os outros e sempre com o Google Translate aberto, a adaptação não tem sido simples, embora também não me possa queixar. Ora bem, vou a pé para o trabalho e demoro menos de 20 minutos - sim continuo a viver em Londres, onde a média de commute é uma hora com pelo menos dois transportes diferentes, pelo que todos os dias agradeço este miminho. Ontem por exemplo, resolvi agarrar na minha querida bike e sair de casa há hora de sempre, 8:30. Às 8:40 já estava na agência e nada teve de mau. Estacionar a menina, subir no elevador até ao quinto andar, deixar as coisas na secretária e percorrer o open spac...
Há uma para tudo, já sabemos. E hoje tive mais uma: primeira apresentação em inglês para mais de 60 pessoas que falam inglês. E arrasei. OK, talvez não, mas falei. E quem me viu antes parecia que era impossível. E é isto.
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