4 anos e 4 meses, 3 países e sei lá quantas terras
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aquele dia em que te apercebes que estás tão longe, e há tanto que tempo, que parece que nunca vais conseguir estar perto, mesmo que um dia decidas voltar.
Nunca mais escrevi. Porquê que nunca mais escrevi? Porque passo o dia a escrever, mas agora em inglês. E olhem, se uma pessoa já é meia disléxica, sempre a escrever palavras que não existem na sua língua nativa, imaginem noutra que nada tem a ver. Mesmo com muitas horas de filmes sem legendas e mais horas a ler letras de músicas de amor e carpe diem. Mesmo a tentar correr mais rápido que os outros e sempre com o Google Translate aberto, a adaptação não tem sido simples, embora também não me possa queixar. Ora bem, vou a pé para o trabalho e demoro menos de 20 minutos - sim continuo a viver em Londres, onde a média de commute é uma hora com pelo menos dois transportes diferentes, pelo que todos os dias agradeço este miminho. Ontem por exemplo, resolvi agarrar na minha querida bike e sair de casa há hora de sempre, 8:30. Às 8:40 já estava na agência e nada teve de mau. Estacionar a menina, subir no elevador até ao quinto andar, deixar as coisas na secretária e percorrer o open spac...
Há uma para tudo, já sabemos. E hoje tive mais uma: primeira apresentação em inglês para mais de 60 pessoas que falam inglês. E arrasei. OK, talvez não, mas falei. E quem me viu antes parecia que era impossível. E é isto.
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