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A mostrar mensagens de abril, 2013

Plano F

Afinal não vou vender calças de ganga para a Selfridges. Nem fazer sanduíches para o Pret a Manger. Pelo menos não nos próximos 6 meses porque quando estas empresas não levam para a frente uma candidatura ficas 6 meses de castigo, sem te poderes candidatar. Considerando que das agências não me respondem e os head-hunters já estão a caçar novos talentos, para me onde viro? Eis o dia em que apetece usar e abusar do Plano F. F-----------####!!!!!

Week 7

Na busca de trabalho, cada semana que começa é cada esperança que nasce. Cheguei a Londres há 1 mês e 3 semanas - como o tempo voa- e o processo começou tão bem como depressa esfriou. Tive logo quatro entrevistas. Duas fui até à última fase. Uma queria muito, a outra não sabia se queria. Uma não sei muito bem porque não fiquei ( aparentemente escolheram alguém com mais experiência em inovação), a outra não correu mesmo bem e ficou por ali. A terceira fui só para ver no que dava e correu super bem - great personal skills- mas tanto eu como eles sabiamos que não era para nenhum de nós - uma mega empresa americana de Sports Marketing. Quanto à última de todas, não me dizem nada desde 5 de Abril. Acabei de enviar um novo mail, para tentar saber novidades. O mais provável é terem escolhido alguém e não terem dito nada. Muito comum por estas bandas. Quando vamos para um país novo que não o nosso, temos que viver segundo as regras deles. Nuns é mais fácil que noutros, aqui ainda não percebi...

#Take 1

Hoje tive a minha primeira video interview para ser sales associate ( nome pomposo para assistente de loja aka vendedora) numa department store enormeee. Tão grande como gira, como se quer. Não é bem o que gostava de fazer - como sabem, vim para Londres para ter upgrade pessoal e profissional após 3 anos em África- mas acho que ajudava muito a tornar o meu inglês mais fluente e articulado e a conhecer melhor como é que esta maltosa compra. Muito e sem olhar aos preços bem sei, mas tem que haver mais que isso. No fundo, não apenas uma forma de ganhar uns trocos mas de investir no futuro. Afinal, um planner tem que conhecer o consumidor melhor que ele próprio. O que é uma video interview? Também só hoje descobri. É uma forma de tornar o primeiro contacto entre o candidato e a empresa mais eficiente. Eu não gasto dinheiro em transportes; eles não gastam tempo e recursos. Basta ter um computador com uma câmara ( eles até dizem que se não tens podes sempre comprar na Amazon ou ir para um ...

Sunny London

Para fazer a fotossíntese, para não haver desculpas, para ir ao Design Museum, para animar.

This is Portugal

Que país é este que não dá oportunidades a quem as merece? Que país é este que leva a que o talento emigre? Que país é este onde os licenciados são qualificados demais e que todos são pagos de menos? É o país que me faz estar aqui a bater a todas as portas e mais algumas e não receber respostas positivas. É país que não tem espaço para mim. É o meu país.

This is London #9

Hoje descobri porque dizem que cortar o cabelo é uma arte. Passei uma manhã inteira no salão e as revistas não eram a Maria e a Caras mas a Esquire e a Grazia - que vai dar o mesmo. Já a cabeleireira, era uma porreiríssima romena loira descolorada  ( nunca percebi bem isto, como é que as cabeleireiras têm os piores cabelos de sempre) que está cá desde 2003 mas só há 6 meses começou a trabalhar no cabeleireiro da moda  em Brick Lane. Por isso tem que aprender com os stylists mais seniores. Hoje a professora era uma asiática super bossy no alto do seu bob, que faz as semanas da moda de Londres. Ao que consta, um exemplo em perfeccionismo. Pessoalmente, uma reconciliação com os cabeleireiros. Após uma uma lavagem com massagem e variados produtos totalmente desconhecidos, um minucioso corte que habitualmente custa a módica quantia de 120L - haja tempo e paciência para o trabalho milimétrico. Para terminar, um brushing decente, sem doer nem queimar o coro cabeludo e um ...

Vietnamitas, Yoga e pubs

Mais uma semana a acabar, mais um vietnamita experimentado ( ai como o Interthai de Maputo mete estes restaurantes asiáticos todos a um canto. É certo que aqui há 30 mil e só fomos a 3 mas até agora aquele Pad Thai, mesmo com ketchup, é um dos meus pratos de confort food favoritos), mais uma manhã no Campus da Google, mais uma aula de Yoga fora de série, mais uma data de CVs enviados. É oficial, estou na segunda fase da buscar de trabalho. Significa que vale tudo. Agências cromas, médias e boutique ( as manhosas ainda não, deixarei para outro plano), lado do cliente, pubs, cafés giros e cadeias, lojinhas e até lojas a sério daquelas com mil departamentos e dezenas de formiguinhas a trabalhar que nem doidas. E mesmo assim continuo sem saber muito bem onde me focar, embora envie pelo menos alguns CVs todos os dias. Hoje foram 6, entre respostas a anúncios, formulários preenchidos nos sites e candidaturas espontâneas. Neste momento tenho cinco resumés diferentes: um para Estratégia Inte...

Job Hunting Status

2  processos de recrutamento que fui até ao fim mas não deram em nada. 2 processos de recrutamento sobre os quais não sei de nada. 2 entrevistas com head hunters que não passaram disso. 2 head hunters muito entusiasmados que não disseram mais nada depois das entrevistas que correram mal - certissímo, não há tempo a perder. Nem mesmo o meu. 2 entrevistas com head hunters entre ontem e hoje. Uma com uma proposta para digital, outra com TPC ( para os mais curiosos e/ou entendidos, o objectivo é fazer case studies a explicar como era o mercado das marcas que trabalhei em Moçambique, fazendo um paralelo com as do UK. Pois, coisa simples) e muito boas dicas. Mais de 10 CVs enviados por dia, incluindo para part-times em lojas, pubs e cafés. E a vida continua de novo, com um novo ânimo. E como é boa.

O melhor latte do bairro #4

Aqui na rua há uma padaria, The Barrel Boulangerie , que não vende pão. É mais uma pizzaria com cafés cremosos, croissants frescos, chiabattas com boas combinações ( mozzarella, tomate seco, pesto, pasta de azeitona e rúcula, por exemplo), sumo de laranja com espuma, pizzas e saladas estaladiças com abacate, soja e nozes. E uma portuga toda porreira, sempre com um sorriso encarnado e umas linhas para animar a malta. Esta semana é a última dela. Parece que vai para melhor mas vai fazer falta. Muita sorte para ela. Já o latte, esse é dos mais baratos aqui do bairro - 1,80L- , o wi-fi é grátis e os sofás são confortáveis, talvez até demais para se ficar aqui a trabalhar mais de meia hora. Que se pode querer mais? Aparentemente que os donos tratem melhor as miúdas que cá trabalham. Enfim, não será o único. Mesmo assim, dá que pensar. The Barrel Boulangerie 110-112 Hoxton Street Hackney London N1 6SH

Dia Internacional do Não-entendo-por-que-é-preciso-entregar-CV-em-mão-para-trabalhar-num-pub

Até entendo mas não entendo. Referências de CEOs, lavar os dentes e não cheirar a chulé são um plus. E já agora, noções de client services, managing e photoshop para fazer flyers nas horas mortas também são tidos em consideração. Afinal, não é qualquer um que tira pints, faz caipirinhas de vodka e limpa os restos de diversão dos clientes.  

Isto é cosmopolita

Mais uma semana, mais um mundo novo de oportunidades que se abre. Para quem está à procura de trabalho no Reino Unido há uma coisa muito importante para se ter, para além de garra, força de vontade e persistência: o National Insurance Number . Para tal, tem que se ligar para um número e marcar uma entrevista no Centro de Emprego da zona ( ou fora dela, como foi o meu caso). A minha foi hoje, passadas duas semanas. Estava marcada para o Job Plus Centre de Camden, 11:45, mas só me despachei uma hora depois apesar da rapidez com que atendiam as pessoas e do grande número de funcionários. À minha volta, estavam pessoas de todas as nacionalidades e mais algumas - espanhóis, italianos, ucranianos, pessoal do norte de África e de outros "Suls". A tal entrevista é apenas para dar alguns dados. Quando se chegou, onde se vive, o que se faz, porque se quer o NIN, preencher os dados do passaporte e pouco mais. Agora é espera de 2 a 4 semanas pelo OK mas tem tudo para correr bem. Afinal,...

This is London #6,7 e 8

Inscrever no ginásio ao lado de casa por 20L por mês, check. Ir a uma loja de bicicletas recicladas em Elephant and Castle, check mas não check comprar uma. Ir ao Borough Market e não conseguir andar mas provar paté de trufas, check. E assim começa mais um fim de semana em London.

This is life

Pois que o segundo mês cá não está a começar com a mesma leveza que o primeiro. Os dois processos de recrutamento que pareciam bem encaminhados não deram em nada, o que levou à consequente desmotivação e insegurança. Dois dias a desacreditar, de cabeça pouco erguida e muito chocolate sucederam-se. Também a pouca vontade de ir para a rua e de gastar dinheiro, a achar que a busca pode demorar muito mais que o desejado pelo que o melhor é poupar ao máximo. Não se preocupem, já estou em tratamento e segunda e terça já tenho novas entrevistas com novos head hunters. Se pensar bem e já com algum distanciamento, acho que o que mais me abalou não foi não ter ficado mas as expectativas que pus nestes trabalhos, as quais foram totalmente derrubadas. Os elefantes já tinham escolhido outra pessoa e não me tinham dito nada - vá lá enviei um mail. Disseram que me tinha destacado muito com os meus skills de copywriting mas que o outro candidato era melhor em inovação, e eles queriam isso. Já na Inf...

O melhor latte do bairro #3

Outro dia, ainda em recuperação da frustração, fiz uma escapadela à hora de almoço para ir beber um café com a J que trabalha ali ao pé de Old Street. Fomos ao Shoreditch Grind , um pequeno café de esquina impossível de não reparar - destaca-se de todos os prédios enormes à volta; é pequenino, arredondado e pintado de preto por fora. Lá dentro, há lugares ao balcão que dá para a rua e umas mesas corridas de madeira para partilhar. A comida - sanduíches cheias de sementes, verdes e queijos, saladas, croissants e bolos caseiros de babar- está exposta aos olhos de todos e o café é, aparentemente, feito com grãos moídos recentemente. Talvez por isso, o latte de soja, apesar de pequenino, vem no ponto em consistência e temperatura, destacando o sabor do café e não da soja. Saboroso e tamanho ideal para pós almoço. Shoreditch Grind 213 Old Street EC1V 9NR 020 7490 7490 Old Street Tube, exit 8 Latte perto das 3L

O melhor latte do bairro #2

O EAT é uma cadeia de restaurantes de comidas rápidas e plásticas mas aparentemente coloridas e saudáveis que se espalha pela cidade à velocidade dos Starbucks, Prêt a Manger e afins. Até aqui nada de novo. Quando venho para o Campus costumo ir lá buscar o meu latte, por ser perto e pela relação tamanho preço: 2,10L por 0,25l. Nada de especial também. A diferença hoje esteve em que havia um jogo para quem pedisse um café. Dois dados dentro de um copo de plástico, se calhassem com o mesmo número, o café era grátis. Quatro, quatro e pimbas. Sai um soya latte grátis para a menina. Só não veio extra hot mas que interessa? Hoje até está mais quente.

O melhor latte do bairro #1

Hoje vai começar uma nova rubrica aqui no blog. O melhor latte do bairro pretende entreter-me enquanto não arranjo trabalho, ao mesmo tempo que me obriga a sair de casa pela manhã, ganhar ritmo e ver pessoas. E voltar a escrever sobre o que mais gosto: sítios. Hoje estou no The Old Shoreditch Station , ao que me parece uma reabilitação de uma bastante antiga casa de pasto industrial, provavelmente decadente. O espaço é dominado pelo preto, branco e madeira com quadros de ardósia, bancos corridos de pele e mesas com tampos de vidro. No teto, pende um candeeiro enorme com lâmpadas ecológicas ( plumen) e abat jours que são vasos com flores ( boskke) - soam a marcas experimentais. Excepto onde há um espelho que amplia a sala principal, há prateleiras e pequenas vitrinas com óculos da marca Black Eyewear e canecas desirmanadas. Lá atrás é a sala de chá . Nesta sala principal há 6 mesas, todas ocupadas. Uma italiana que tem ar de quem quer ser actriz fala com um inglês de sapatos bicudos;...

What a feeling

Há sentimentos estranhos de digerir. Como quando algo corre tão mal que dá vergonha e não sai da cabeça, ao ponto de parecer que passa para a cara e toda a gente vai perceber. Foi o que senti há bocado quando sai de casa para entregar CVs aqui à volta, em lojas e pubs com boa onda - ao menos isso. Que toda a gente sabia que a minha apresentação de hoje tinha corrido mal, mesmo mal. Que me tinham feito mil perguntas às quais não soube responder com inteligência, que o meu inglês mais parecia o meu ( não) alemão e que estava abaixo da média. Então só entreguei um, numa loja de roupa minúscula de uma coreana que me ligou zero. Senti-me tão pequena, impotente, como se este mundo não fosse para mim. Em pouco mais de uma hora a andar aqui à volta pensei no que vale a pena e no que não vale nada, nas exigências da vida, na concorrência, nas expectativas dos outros, nas nossas, até no chinelo no pé e na horta biológica. Mas logo a seguir passei por tanta coisa gira que quero experimentar, da...

Já ou só?

Já passou um mês. Comecei o dia com um e-mail a dizer que não fui a escolhida para os elefantes e continuei com uma apresentação que me fará não ser a escolhida para a tal agência. Vou imprimir uns CVs para entregar nuns pubs e lojas. O lado bom? Só passou um mês. Amanhã.

Hoxton Street Market

Sábado de manhã. Sair de casa e descobrir que o o mercado de fim de semana do bairro fica na rua onde se mora, alegra o dia. Então com sol e mais 5 graus que nos últimos dias, tudo aquece e dá vontade de ir passear. Hoxton, onde vivemos, fica na zona Este de Londres. É portanto um bairro industrial onde as casas vitorianas brancas são substituídas por prédios de 2 ou 3 andares de tijolo e habitação outrora social que agora atrai a mais cool sociedade. Cosmopolita no verdadeiro sentido, com gente de todo o lado, Hoxton é ao mesmo tempo hip e underground, cheia de cafés com personalidade, lojinhas de autor e coisas giras para descobrir. Já fomos a 2 pubs, cada um do seu género. O Red Lyon com a sua lareira e ambiente Cais-do-Sodré e um que parece uma framácia, com objectos pop art alinhados em prateleiras altas e ambiente pseudo-despreocupado. À porta pedem sempre a identificação, não vá termos menos de 18 anos. Domingo de manhã. A descoberta do bairro continua. Desta vez de computador...

Ponto de encontro

Quem diria que era preciso vir para Londres para reencontrar uma grande amiga da primária passados 20 anos? Pois que a I está cá - há que dar o devido valor ao Facebook para quem anda nestas andanças de andar fora de casa há uns tempos- também à procura de trabalho e hoje combinámos um café que virou almoço. Falámos do presente, da busca de trabalho, de Portugal, de Londres, do passado. A Professora Esmeralda, os colegas fixes, os marrões, os encontros, os desencontros, os projectos, os sonhos, as desilusões, as coisas da vida. Teve graça: ela está igual a si mesma mas com mais 20 anos de interesse. E eu a pensar que só as avós podiam dizer isto, de estar 20 anos sem ver as amigas... Fair enough.

This is London #5

Estar no Campus da Google com Internet grátis, mais macs por m2 que pessoas, boas sanduíches e sumos de laranja (quase) natural. Que bom que é poder vir para um sitio destes, super design e super confortável, apesar das mesas estarem todas cheias e termos que nos sentar ao balcão. Mas não é um balcão qualquer. Este tem vista para a neve que cai, tomadas individuais e pessoas simpáticas sentadas ao nosso lado que por vezes falam só para terem companhia. Este é um espaço de co-work em Shoreditch que para se entrar basta inscrever no site, guardar a password e pedir o cartão na primeira vez que se lá vai. Isto para usar o café biblioteca. Depois é ter sorte e encontrar lugar ou ter muita e sentar ao lado de alguém que queira partilhar (boas) ideias. Quem quer ter mais privacidade pode sempre pagar um fee de membership, usar uma das outras salas espalhadas pelos vários andares do edifício e ainda ir a uma ou outra palestra das que há quase todos os dias. Empreendedorismo, inovação,...

Hoxtonizing

Um taxi, 2 estarolas, 4 malas, várias horas de arrumações, mil sacos cheios e aqui estamos nós no flat 145 em Hoxton. E que bem que se está, depois de tudo arrumado e de um pratão vietnamita cheio de cogumelos, tofu e arroz . Só falta mesmo o trabalho.

Double trouble

E sai duas entrevistas para a menina ali do flat 14! Uma às 9:30, outra às 16:00, as duas na linha central, as duas em agências boas mas completamente opostas, as duas óptimas oportunidades de trabalho. Felizmente sobra tempo no meio para ir a casa almoçar uma massa, recarregar baterias de uma noite mal dormida dada a emoção do dia seguinte e pentear. Qual é o problema de pentear? A primeira correu bem, a segunda também ( e olhem que, aqui do fundo, estive para desistir de ir até ao último segundo) mas isto não significa nada para além de estar mais confiante no meu inglês e capacidades, pondo o portugusismo de lado e tentando encontrar algum anglo-saxismo que possa haver, sei lá, nos olhos. Procurar trabalho é difícil - bem sei que ninguém disse que ia ser fácil mas é difícil. Perceber como o mercado funciona, quem são o contactos certos, conseguir falar com quem toma realmente decisões, saber lidar com as respostas manhosas, não partir o computador com as não respostas. Tudo isto ...

This is Afro Londoner

Não há nada como o IKEA. Não há. Quando o assunto é mobilar a casa e os adjectivos bom, giro e barato, é lá que se tem que ir. Em Portugal, seria pegar no carro, definir o budget, as medidas, os básicos e rezar ( ao bom senso) para não sair de lá na bancarrota. Em Moçambique ( vá, que não falo de lá há tanto tempo), seria seguir o catálogo online durante o ano todo, apontar as referências e aproveitar os curtos dias de férias para comprar alguns miminhos a preços decentes e que coubessem na mala de regresso, naqueles dolorosos 30 quilos - candeeiros de papel, individuais, talheres, separadores para o roupeiro, eu sei lá, sei que era o que tinha em casa, trazido pelas tão queridas visitas. Ou então ir à famosa Avenida de Angola e entrar no Moz IKEA* e, com sorte, pagar o triplo ou quiças umas módicas 10 vezes mais, tornando uma pechincha num objecto de design de desejo. O que não é  só mau. Ensina a dar valor aos pequenos luxos que em casa eram dados como adquiridos. Ensina ainda a...

This is London #4

Segunda-feira que é domingo porque é feriado. Preguiça a dobrar, recuperar a hora que nos tiraram ontem, vir  beber o latte da praxe, pesquisar um pouco mais sobre as agências em que tenho as entrevistas amanhã. À tarde, provavelmente ir comprar lençóis, edredon, coisas para tornar o quarto novo mais quarto. Mudamos quarta. Nada de mais, mas mais que suficiente.