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A mostrar mensagens de maio, 2018
Há dias que vem um desconforto, um vazio que não se preenche. Comer isto ou aquilo, bebericar aqui e ali, falar com este e aquele, ir aqui e acolá. Nestes dias, dias desconfortáveis, apenas há uma solução. Parar para respirar. Sentar para sentir. Sentir para ser. Afinal, perdi o meu melhor amigo. O meu amor. O meu protector. Já esqueci, nem vou por aí. Mas há dias em que ainda dói. Quanto tempo mais isto vai durar? O melhor é beber menos café. Coração

IRS, SS, e aquele WTF

Saltemos os dois primeiros e vamos directos ao que interessa. Hoje está a ser um daqueles dias em que todo o humano em mim sobrepõe qualquer divindade (alusão ao Namaste, para os mais distraídos). Em palavras humanas, hoje é daqueles dias em que me apetece mandar tudo para bem longe e dizer mal de tudo e de (quase) todos. Sim, tu, lê isto bem se queres continuar com privilégios: tu, apesar de tudo, continuas a ter direito, e poderes, especiais. Hoje não minto nem tento ir lá com meditaçōes balinesas de sorrisos, aprendidas no Eat, Pray Love. Ou tento mas não aguento. A mente está distraída, o corpo irrequieto, como se tivesse pulgas a subir pela espinha - antes tivesse. Hoje sinto as flutuaçōes da mente, o tentar enganar-me ao dizer que nada está bem, que as coisas estão complicadas, que há mil coisas para resolver, que é impossível resolver tudo o que quero, no tempo que quero, com a qualidade que quero. Maldita alma perfeccionista. Isso talvez sim, impossível. Tudo o resto v...

Ela tem dias

Há dias assim. Normalmente antecedem noites assado, com momentos mal dormidos e coisas na cabeça. Sabem, coisas. Nada de bom ou de mau, apenas pensamentos que não dormem e querem que fiques acordada com eles. Felizmente a noite passa e há sempre a manhã. Adoro as manhãs, a possibilidade de recomeçar a vida de novo, todos os dias, dia após dia. É incrível, não é? Felizmente ainda mais, há café e cafés giros. Hoje estou num novo , aqui na nossa Lisboa boa. Detalhes bonitos, luz boa, café delicioso, entre o forte e o suave com aquela acidez que equilibra. Adoro café. Adoro Lisboa e quero estar aqui, mas não para já - gosto mesmo de coisa bonitas. Cultivemo-las. Falemos então deste para já e deixemos o resto para depois. Vou viajar. Olha, disse. Vou viajar uma data de meses, não sei quantos. Digamos que comprei apenas viagem de ida, sem data prevista para a volta. E sabe bem, não como o café. É um sabor diferente que dá medo e alento ao mesmo tempo. Há dias em que dá tranquilidade, paz ...

Cartas em branco | Olá a todos os que gostam de mim

Maputo, 23 de Março de 2011 Vó São, Mãe, Pai, Zé e Mário, Fá e Fé, Titi, Teté, Princesa, Avô, Guegué, Avó Jú, Guida e Zé Pedro, João, Mari B, Isabel, Ritinha, Pipinho, Malhufa, Tereré, Mano, Gueduxa, Mari Ana, Joaninha, Margaruda, Mari Jane, Martinha, Martinha, Garciette, Champala, Coutinha, Carissimo Consul, Tati, Ana, Rudi, Nuno, e todos aqueles que querem saber de mim e estão ou estiveram ao meu lado quando estou bem ou mal. Se vos contasse em detalhe tudo o que se passou no último mês e meio talvez só acreditassem pela personagem principal em causa. Como sabem, desde que cheguei a Maputo pouco ou nada comuniquei com quem tem o devido direito. Serve a presente carta para manifestar o meu empenho e vontade em mudar esta situação. Em poucas palavras (que rápido passam a imensas), a partir de agora quero e vou ser mais assídua na escrita, não só porque não vivo sem como, e principalmente, porque sem vocês nunca teria tomado esta decisão que mudou a minha vida – se...

Hoje

Quanto tentas ocupar o tempo com tudo mas nada de enche a alma. Quando tentas manter-te ocupada mas nada consegue total concentração. Quando tudo corre ao contrário do que esperavas e não te resta senão aceitar. É então hora de voltar. Voltei. Voltei aos textos, aos pseudo-poemas, às palavras soltas. E tu, ainda estás aí?