IRS, SS, e aquele WTF

Saltemos os dois primeiros e vamos directos ao que interessa. Hoje está a ser um daqueles dias em que todo o humano em mim sobrepõe qualquer divindade (alusão ao Namaste, para os mais distraídos). Em palavras humanas, hoje é daqueles dias em que me apetece mandar tudo para bem longe e dizer mal de tudo e de (quase) todos.

Sim, tu, lê isto bem se queres continuar com privilégios: tu, apesar de tudo, continuas a ter direito, e poderes, especiais.

Hoje não minto nem tento ir lá com meditaçōes balinesas de sorrisos, aprendidas no Eat, Pray Love. Ou tento mas não aguento. A mente está distraída, o corpo irrequieto, como se tivesse pulgas a subir pela espinha - antes tivesse.

Hoje sinto as flutuaçōes da mente, o tentar enganar-me ao dizer que nada está bem, que as coisas estão complicadas, que há mil coisas para resolver, que é impossível resolver tudo o que quero, no tempo que quero, com a qualidade que quero. Maldita alma perfeccionista. Isso talvez sim, impossível.

Tudo o resto vai-se fazendo, resolvendo, limando à medida que se desbrava caminho. Dias em que a razão entende mas a emoção não tem qualquer interesse em entender o que quer que seja. Dias bons, para valorizar os outros. O nascer do dia, o acordar, o respirar, o estar.

Hoje estou assim, bruta, complicada, medrosa, atiçada. Hoje não se cheguem ao pé de mim. E, se chegarem, venham com tudo. Porque só assim podem aceitar-me sem nada.

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