Ela tem dias
Há dias assim. Normalmente antecedem noites assado, com momentos mal dormidos e coisas na cabeça. Sabem, coisas. Nada de bom ou de mau, apenas pensamentos que não dormem e querem que fiques acordada com eles. Felizmente a noite passa e há sempre a manhã. Adoro as manhãs, a possibilidade de recomeçar a vida de novo, todos os dias, dia após dia. É incrível, não é? Felizmente ainda mais, há café e cafés giros. Hoje estou num novo, aqui na nossa Lisboa boa. Detalhes bonitos, luz boa, café delicioso, entre o forte e o suave com aquela acidez que equilibra. Adoro café. Adoro Lisboa e quero estar aqui, mas não para já - gosto mesmo de coisa bonitas. Cultivemo-las.
Falemos então deste para já e deixemos o resto para depois. Vou viajar. Olha, disse. Vou viajar uma data de meses, não sei quantos. Digamos que comprei apenas viagem de ida, sem data prevista para a volta. E sabe bem, não como o café. É um sabor diferente que dá medo e alento ao mesmo tempo. Há dias em que dá tranquilidade, paz de espirito, aceitação. Outros confusão, mega confusão. Como me vou organizar, como vou tratar de tudo até dia 11 de Junho? A verdade é que não vou 'tratar de tudo', isso simplesmente não existe. Tratas do que podes, como de ti mesma. Como disse a A ontem: fazes as coisas essenciais; dormes, tomas banho, bebes água e tal. Já a depilação, essa pode ficar para depois. Ora pois pode. Essa e tantas outras coisas que um dia achámos essenciais.
Gosto da vibe deste café, dá para perceber (bem) a fauna que Lisboa está a atrair - outro post, ou fico a escrever aqui para sempre. Oh Lisboa boa, tu que sempre me recebes de volta, mesmo quando fico sem dizer nada durante tempos e tempos. Para já, é fingir que se trabalha. É isso que fazem os entrepreneurs, não é?
Falemos então deste para já e deixemos o resto para depois. Vou viajar. Olha, disse. Vou viajar uma data de meses, não sei quantos. Digamos que comprei apenas viagem de ida, sem data prevista para a volta. E sabe bem, não como o café. É um sabor diferente que dá medo e alento ao mesmo tempo. Há dias em que dá tranquilidade, paz de espirito, aceitação. Outros confusão, mega confusão. Como me vou organizar, como vou tratar de tudo até dia 11 de Junho? A verdade é que não vou 'tratar de tudo', isso simplesmente não existe. Tratas do que podes, como de ti mesma. Como disse a A ontem: fazes as coisas essenciais; dormes, tomas banho, bebes água e tal. Já a depilação, essa pode ficar para depois. Ora pois pode. Essa e tantas outras coisas que um dia achámos essenciais.
Gosto da vibe deste café, dá para perceber (bem) a fauna que Lisboa está a atrair - outro post, ou fico a escrever aqui para sempre. Oh Lisboa boa, tu que sempre me recebes de volta, mesmo quando fico sem dizer nada durante tempos e tempos. Para já, é fingir que se trabalha. É isso que fazem os entrepreneurs, não é?
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