Andar à chuva
Dia 2. O mau tempo continua em Maputo - as boas línguas dizem que é uma preparação divina para o fog londrino. A cidade das Acácias não tem cafés confortáveis para enviar mails de emprego, tem outras qualidades mas não esta. Também não tem Starbucks (um dia explico a minha pancada por esta cadeia capitalista e exploradora que para mim é sinónimo de conforto) nem Pois Cafés ou Vertigos. É normal, a cultura é outra, tal como o mood, o tempo, os tempos. Às vezes sinto que é mesmo isso. Os tempos aqui são outros, tudo parou no tempo. A construção, as pessoas, os hábitos. Se não fossem os telemóveis topo de gama e os carrões que aparecem novinhos cada dia, diria que ainda estávamos nos anos 60 e que o Pancho Guedes estava sentado aqui ao lado a pensar no que construir. Estou no Southern Sun, um dos melhores hoteis da cidade, dos poucos sítios que tem leite de soja para o galão ( e o único que sei que tem mas os empregados nunca sabem). Gosto de vir para aqui, sempre gostei, desde a primeira vez há quase 2 anos. Primeiro foram as tostas com mozzarella e tomate seco regado com azeite que conquistaram; logo a piscina infinita em cima do mar proibido e da areia pouco saudável.
Não há como não gostar da boa vida de domingo. Hoje, é a Internet com sinal aberto, o tal café com leite que não é leite e o som de vozes estrangeiras que ocupam as mesas à volta. Sabe bem estar nesta calmaria. "Here in Heaven", toca a rádio. Não é bem aquele que ensinam nos livros mas é o mais próximo que se consegue aqui num dia de chuva, em que as dúvidas começam a crescer. Ontem houve mais um jantar de amigos. Mais um obstáculo para aceitar que nos vamos embora. Parecia tão fácil mas não é nada. Foram 2 anos, dezenas de pessoas que vão ficar para sempre, vários desafios profissionais, mais desafios pessoais, centenas de aventuras, variadas aprendizagens inesperadas e mais, muito mais que não cabem, não num só dia, neste blog.
Está na hora do almoço e vamos ao Mundu´s comer uma das melhores pizzas que já comi, contando com as do Casanova e do Lucca, com direito a rúcula, pêra, presunto e massa estaladiça em forno de lenha - mete as do Pizza East de Londres a um canto de Shoreditch. Tudo, em ambiente descontraído sul-afriacano. Por isso vamos com calma, para refrescar.
Lição número 2. Quem anda à chuva molha-se mas também se refresca. E muito.
Não há como não gostar da boa vida de domingo. Hoje, é a Internet com sinal aberto, o tal café com leite que não é leite e o som de vozes estrangeiras que ocupam as mesas à volta. Sabe bem estar nesta calmaria. "Here in Heaven", toca a rádio. Não é bem aquele que ensinam nos livros mas é o mais próximo que se consegue aqui num dia de chuva, em que as dúvidas começam a crescer. Ontem houve mais um jantar de amigos. Mais um obstáculo para aceitar que nos vamos embora. Parecia tão fácil mas não é nada. Foram 2 anos, dezenas de pessoas que vão ficar para sempre, vários desafios profissionais, mais desafios pessoais, centenas de aventuras, variadas aprendizagens inesperadas e mais, muito mais que não cabem, não num só dia, neste blog.
Está na hora do almoço e vamos ao Mundu´s comer uma das melhores pizzas que já comi, contando com as do Casanova e do Lucca, com direito a rúcula, pêra, presunto e massa estaladiça em forno de lenha - mete as do Pizza East de Londres a um canto de Shoreditch. Tudo, em ambiente descontraído sul-afriacano. Por isso vamos com calma, para refrescar.
Lição número 2. Quem anda à chuva molha-se mas também se refresca. E muito.
Comentários
Enviar um comentário