Vida boa

Quando vivemos num sitio acabamos por deixar de valorizar aquelas coisas que ao início nos provocam sorrisos. O que era exótico passa a atraso de vida, o sol quentinho passa a brasa destiladora, a descontracção engraçada passa a preguicite aguda. And so on. Não quando se tem um prazo para ir embora, período em que tudo passa a ter uma dimensão de elefante e as emoções oscilam que nem amplitude térmica do deserto. É aí que entra a piscina de um querido hotel cá do sitio. Que compensa todas as insónias, mau serviço, café queimado e até algumas nuvens. Que bem que se esteve no fim de semana com a C e a R a falar sobre a vida e parvoíces. Por que no final, é isso que fica e importa.

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