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A mostrar mensagens de 2014

dominguices

Está sol em Londres. É Novembro e está sol em Londres e é domingo e há brunch e há mercado das flores. Às vezes andamos tão ocupados a pensar no próximo passo, no plano seguinte, que nos esquecemos de aproveitar o aqui e agora. A Janela está aberta e vem cheiro a fritos lá de fora. Se calhar são os vizinhos asiáticos, que nota-se um toque de soja no ar. Não abre o apetite, mas deixa mau cheiro na roupa que seca ao sol - estava ansiosa por isto, para tirar aquele cheiro a mofo que cola e manifesta-se quando não é oportuno. Vamos mas é lá para fora aproveitar o domingo, sentir o sol, comer coisas boas, falar. Falar da vida, da nossa e das dos outros. De quel delas é que sabemos mesmo? Vamos é ficar aqui por agora. Aqui é certo e lá não, aqui há e lá não se sabe. Vamos é mas é mexer que está sol em Londres. E é Novembro, aqui e lá.
pedes-me poesia e não te dou nem uma linha. achas que tenho tempo? nem para me coçar, como diria o outro. um dia, outro, ainda mais um e não se pára, não se respira. transportes, almoços mal almoçados, cafés instantâneos uns atrás dos outros, copos de vinho que não caiem bem, gins que fazem mal. isso sim, faz aguentar andar na linha, não a poesia. isso já não existe, isso já não se usa. viver da escrita, escrever sobre a vida? isso é para ricos e para ricas, não para quem paga as contas. eu cá não tenho tempo para nada. nem tempo para ninguém.

Parecem formiguinhas

Mas não são. São eles e elas a andar em carreirinha como as formiguinhas. Têm uma linha para seguir que não podem falhar ou então alguém os vai pisar. Saem aos magotes do metro, entram no autocarro, atropelam para entrar no autocarro, quase que são atropelados para entrar no metro. Dá medo ao início, depois indiferença, logo revolta, volta a indiferença disfarçada de jornal diário grátis ou revista com dicas para uma vida saudável. Saúde é o que não se vê nas manhãs londrinas, apesar de se verem mais smoothies verdes que cigarros, mais tennis com meias brancas que sapatos de salto alto, mais havaianas que mocassins, até mais bicicletas que carros que não sejam taxis. O calçado desta selva tem que ser prático ou então alguém te passa a frente ou pior ainda, chegas à reunião com os engravatados com os pés numa lástima. E lá e foi a confiança. Antes de chegar, já se está mesmo a ver, furar filas, empurrar, fingir que não se vê quem está ao lado, respirar a indiferença e tomar um bom pequ...

hoje

Hoje vou tirar algum tempo para escrever, não muito, só o suficiente. Está sol lá fora mas eu estou bem cá dentro. De pequeno-almoço tomado e café bebido, é o primeiro dia no último mês em que não tenho que enviar e-mails atrás de e-mails, candidaturas umas atrás das outras e esperar, com menos ou mais calma pelas respostas que podem ser positivas, negativas, indiferentes ou ausentes. Mas isso vocês já sabem, já conhecem de cor. Quem nunca ficou ou não esteve mesmo ao seu lado alguém que ficou sem trabalho inesperadamente? Olhem eu fiquei. Para os mais distraídos, foi uma terça quando soube a notícia e a sexta seguinte o meu último dia na agência, nem um dia a mais, nem um segundo a mais pago. Custou? Sim mas já passou. Num mês. Foi um mês estranho, rápido e cheio de altos e baixos, muitas entrevistas, boas, muito boas, muito más incluídas. Muitos copos de vinho tinto, conversas sem nexo, medo de não conseguir pagar as contas, saladas no parque, sapatos de verniz a passear em autocarr...

weeeeeeee

Hoje chegam o meu pai e a minha sis para visitar. Ele tem mais 20 anos que eu, ela menos 20. Tão ansiosa que nem durmo, mais uma vez.

Parece que é hoje

Estão uns 18 graus lá fora e uma brisa longe de ser quente. Também não tenho a bandeira nem a camisola verde e vermelhas mas tenho uma mesa marcada em Stockwell, o ´Little Portugal´ cá de Londres lá para as cinco, hora do Portugal-Alemanha. O dia começou com mais uma entrevista e não correu mal nem bem - confesso que já não sei muito bem analisar, mas tento ir sempre com boa onda. Agora encaro a procura de emprego como a procura de namorado. Embora seja bem mais activa, o objectivo é haver um fiting no final. Passo a explicar. Tenho que gostar da agência, do desafio, do salário, do pacote todo senão a coisa não irá durar certamente. Até pode ser cool, cheia de gente gira e BIG name clients, mas se eu não me sentir bem, como é que vou arranjar assunto para aquele jantar à media luz? Não vou. Então tento levar estes processos com calma, sem stressar (tema no qual nem sempre sou bem sucedida, sobretudo à noite onde a tendência é passá-la em claro) e, acima de tudo com a cabeça erguida e ...

Procura-se paciência

Quando é que perdi a vontade de escrever? Terá sito quando toda a gente começou a escrever? Ou quando toda a gente deixou de ler? - esta não que isso nunca aconteceu. Não vale a pena tentar arranjar desculpas nem porquês, quando a culta é toda e só minha. Preguiça, procrastinação, abrir páginas da Internet a mais, ter concentração a menos, tudo razões sem grande força mas que servem para arranjar outras prioridades que não a escrita. Sempre adorei escrever e houve um momento da minha vida em que achei que podia viver disso. A verdade é que o consegui de (certas) maneiras distintas, como jornalista, como copywriter, como escrevente de conteúdos e por aí a fora. Nenhuma delas 100% recompensadora e fui-me voltando para metiers mais lógicos e que têm mais probabilidades de pagar as contas. E aqui estou eu a trabalhar para os maus, para as grandes marcas, a querer pertencer ao mundo do Mad Man e com o secreto desejo de que um dia tudo vai ficar bem. Não sei muito bem o que isto significa ...

4 anos e 4 meses, 3 países e sei lá quantas terras

aquele dia em que te apercebes que estás tão longe, e há tanto que tempo, que parece que nunca vais conseguir estar perto, mesmo que um dia decidas voltar.

e se um dia voltar?

as vezes parece que estás tão longe, cada vez mais longe, que mesmo que um dia voltes nunca mais voltarás a estar perto. é assustador.

Tchim tchim

Nunca mais escrevi. Porquê que nunca mais escrevi? Porque passo o dia a escrever, mas agora em inglês. E olhem, se uma pessoa já é meia disléxica, sempre a escrever palavras que não existem na sua  língua nativa, imaginem noutra que nada tem a ver. Mesmo com muitas horas de filmes sem legendas e mais horas a ler letras de músicas de amor e carpe diem. Mesmo a tentar correr mais rápido que os outros e sempre com o Google Translate aberto, a adaptação não tem sido simples, embora também não me possa queixar. Ora bem, vou a pé para o trabalho e demoro menos de 20 minutos - sim continuo a viver em Londres, onde a média de commute é uma hora com pelo menos dois transportes diferentes, pelo que todos os dias agradeço este miminho. Ontem por exemplo, resolvi agarrar na minha querida bike e sair de casa há hora de sempre, 8:30. Às 8:40 já estava na agência e nada teve de mau. Estacionar a menina, subir no elevador até ao quinto andar, deixar as coisas na secretária e percorrer o open spac...

Chocolate, biquinis e chocolates

Quem é que terá inventado os coelhos da Páscoa em chocolate? E os ovos de chocolate? E as amêndoas de chocolate? Provavelmente não a mesma pessoas que inventou a máquina fotográfica de chocolate de Hussel que a minha irmã me deu nos anos e durou 2 noites. Duas noites e sei lá quantas gramas de chocolate que derreteram na boca a pedir por mais. Pedaço a pedaço, cada vez posto mais longe mas aguçando a vontade de acabar até ao último pedaço. Tal como está agora a acontecer com aquele coelhinho da Páscoa da Lindt que fui por na prateleira mais alta da cozinha a ver se não vou lá buscar mais. E pronto, claro que levantei e o coelhinho perdeu não só as orelhas como a cabeça toda e até o pescoço. Já devíamos saber a regra, nunca abrir um chocolate, um pote da Haagen-Dasz ou um pacote de bolachas digestivas de chocolate quando estamos sozinhas em casa (sim, no feminino, este post é para miúdas). Almoçamos sopas, jantamos saladas, até vamos ao yoga mas no meio comemos tudo o que é porcarias, ...

É tempo de ter tempo

E lá voltamos nós ao tempo e há falta dele. Volta-se para a agência e é assim, de repente não há tempo para nada ou todo o tempo que se tem fora do trabalho é para fazer nada - ou tudo o que se gosta. Gosto do tempo livre mas só quando tenho todo o resto ocupado, qual criança que só come doces quando se portou bem. Sinto-me uma privilegiada. Trabalho das quase às 9 até às pouco depois das 6 e tenho tempo para ir ao yoga, beber copos de vinho, andar a pé e cuidar de quem gosto.  De segunda a sexta saio de casa meia hora antes de entrar no trabalho e mesmo assim chego a tempo. Até lá, caminho pelo parque e sorrio para as pessoas mesmo quando está a chover. Há dias em que tento arrancar-lhes um sorriso de volta mas nem sempre acontece.  Hoje por exemplo, chovia bem de manhã e como tinha comprado o passe semanal resolvi apanhar o autocarro, arrepedendo-me 2 segundos depois quando só consegui entrar no terceiro e mesmo assim ir em modo lata de sardinha. Tenho que me lembrar dis...

o tempo pergunta ao tempo

Quanto tempo o tempo tem? o tempo responde ao tempo tem tanto tempo quanto o tempo tempo tem - mas agora um bocadinho menos que antes. Vou ali ao cinema ver o filme da Lego e já volto.

Londres -Lisboa -Londres

Sim, fui a Portugal no fim-de-semana, sim, não disse nada a ninguém, sim, fui ver a família e sim, correu tudo bem dentro do género está-tudo-doente-e-sou-sobrinha-e-neta-única-a-ter-que-dar-atenção-a-todos. O melhor? Estar de volta a casa. 

50 anos, uma filha, mil sonhos

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Hoje o meu coração está tão apertado que só dá espaço para entrar quem eu gosto mesmo. Assim posso levá-los sempre ao colo.

Para quem não percebeu - com todo o respeito

Sempre tive este (des)dom. Falar e escrever quase tão rápido como o cérebro pensa mas mesmo assim não o conseguir apanhar. Isto dá origem a dislexias várias, erros desnecessários e, acima de tudo, muita coisa que deveria ser revista e não é. Felizmente, o que tem de tosco tem de genuíno. E é por isso que às vezes não devem apanhar nada do que escrevo por aqui. As minhas sinceras desculpas. Agora vamos ao que interessa, uma pequena explicação da minha situação profissional do momento, a pedido não de muitas mas de suficientes famílias. Na quarta-feira passada comecei como Assistant Planner numa agência de Social e PR da modinha. Agência pequena para os padrões aqui da urbe -umas 60 pessoas- open space ao lado de Oxford Street, clientes sexys para se ter no CV, pequeno-almoço grátis, mais de 20 chás diferentes e muita desorganização. Fui bem recebida, não me posso queixar. Café, secretária e e-mail criado em menos de 3 horas. O primeiro brief já tinha chegado dois dias antes e é co...

Done

Acabei de assinar o contrato, que chegou hoje ao correio. Nem o li, aliás li mas já esqueci. Já só penso em começar.

Lá fora

Chove tanto lá fora -imenso - é domingo e a máquina de lavar canta ao seu ritmo chato. Este é o primeiro fim-de-semana desde há um ano que segue uma semana de secretária numa agência. É bom estar de volta. Acordar de manhã e ter apenas meia hora para banho e organizar tudo. Sair a correr, de marmita na mão e barras de cereais na mala, apanhar o autocarro, depois o metro, depois andar mais 7 minutos. Ainda há uma semana acordava calmamente, tomava o pequeno-almoço ainda com mais calma a ler um livro, tomava um banho demorado, seguido de um cappuccino a ler os mails e só então começava o dia. Não é difícil ler os pros e contras nas entrelinhas. Quer dizer, é. Mas é bom estar de volta à "vida activa, mais certa". Porque ser freelancer tem o melhor liberdade mas o pior da não segurança. E eu já estava a precisar das duas.

Não há trabalho como o primeiro

Ou há? Ora bem, por onde começar? Primeira rave matinal às 6:30 da manhã, com smoothies, massagens e londoners doidos a dançar e aos pulos como se não houvesse preocupações, só felicidade. Primeiro dia na nova agência - cooool, muito cooool. Primeiro telefonema com uma proposta de trabalho noutra agência - wooohooo. Primeiro e-mail a formalizar a proposta de trabalho - sem palavras. Primeira vez que nem sei o que escrever. Só me ocorre: O B R I G A D A a vocês que, como eu, nunca desistiram. Obrigada mesmo, hein? Olhem que não me esqueço desta.

Aquele e-mail

E eis senão quando recebes aquele e-mail que esperavas há 10 meses - ou há dois, já lá vou. Como sabem, cheguei a Londres em Março cheia de esperanças e projectos. Com 5 anos de experiência em publicidade, comecei por me candidatar a mid level positions - sempre ouvi dizer que aqui é melhor começar por baixo. Passados uns meses passei a procurar posições mais juniores e, mais recentemente, desde Dezembro, estágios/internships/work placements, o que quer que fosse que me pusesse dentro de uma agência. Sim, com cinco anos de experiência, mas após tantos nãos começa a valer tudo. Para tornar a coisa simples, em Novembro fui a uma entrevista numa agência mega no centro de Londres e a entrevista correu bem, até me escreveram a dizer que o MD gostou muito de mim. Irlandês,  com uma experiência internacional na Ásia e mente aberta, pareceu-me que podia haver um futuro. Contudo, para não variar, queriam alguém com UK experience. Não desisti, e em Dezembro escrevi-lhe a pedir uma intershi...

It´s yoga time

O yoga estar na moda não é coisa de agora. A primeira vez que experimentei foi há cerca de 10 anos, inspirada na minha tia Z, fiel praticante na altura. Odiei. O ritmo, a respiração, a calma. Nada a ver comigo, miúda habituada a 2 horas de ginástica 4 vezes por semana mais umas quantas de volley. Então resolvi experimentar pilates e gostei, na altura fazia sentido e fez durante uns 3 anos. A verdade é que desde os 16 que passei de hiper activa a hiper preguiças mas lá ia indo às aulas, umas semanas mais que outras. Até que fiz Erasmus, acabei o curso e comecei a trabalhar e aí foi a morte do artista, sem me mexer sem ser durante 3 meses no Holmes Place onde voltei a ter contacto com o Yoga - não vale gozar, era ao lado da agência. O método utilizado era o De Rose e podia ser de-quem-quer-que-fosse pois conquistou-me. O ritmo, a respiração, a calma, tudo fazia mais que sentido. A concentração voltou, tal com o prazer em fazer desporto, a self-awareness (que raio, como se diz isto em ...

E mais nada

Hoje tiraram uma maminha a uma pessoa muito importante da minha vida. A piada, o amor, a dedicação, a beleza, a doçura, o sarcasmo, isso ficou tudo. Só lhe tiraram mesmo uma maminha. E mais nada. 

Democracia

Tanto sol que mal consigo abrir os olhos. Também pode ser por não ter dormido quase nada, mas um sol brilhante em Londres, em Janeiro, das 9 às 4, é um luxo sem preço. Há bocado fui beber um latte ao Pret a Manger - os defensores do comércio local podem odiar-me por isso, mas se posso pagar 2,10libras já com leite de soja, sem extras, para quê pagar mais uma pelo café que gosto? Talvez quando estiver mais à vontade de finanças, mas para já opto pelo democrático. Nesta cadeia de comida supostamente orgânica e de ingredientes oriundos de comércio justo, há de tudo um pouco de saladas a sanduíches, passando por wraps, sopas e fruta descascada e cortada. Pessoalmente não adoro a comida, come-se. Se não tiver molho, sabe tudo ao mesmo e os molhos são maionese e caril. Já imaginaram uma maravilhosa sopa de legumes e caril sem ser passada? Também há espaço para todos. Sentam-se lá o executivo da City, a consultora sexy, a teenager revoltada com o mundo, o vendedor da Big Issue ( a Cais cá da...

I don´t take no for an answer

Até hoje. Hoje faz 10 meses que comecei à procura de trabalho em Londres como planner. Após alguns anos a trabalhar como copywriter sempre com um olho na estratégia, decidi vir para a terra do Account Planning tentar a minha sorte. E não foi muita. Entrevista atrás de entrevista fui treinando a melhor forma de me vender, que era nula quando cheguei. Em Portugal não te ensinam a fazer entrevistas e ainda bem (e mal). As pessoas confiam em ti e no teu potencial, só tens que lhes mostrar. E depois provar. Já em Moçambique, o contexto é mais o da tentativa-erro. Procurar um lugar onde se quer trabalhar, ver se há cota e só então perceber se és a pessoa certa  (eu tive que esperar 3 meses até a agência ter vaga para mim pois não podia contratar mais estrangeiros. Nessa altura, acabada de chegar, tinha zero contactos numa terra em que dizem que só vai lá com cunha, por isso continuei a acreditar que tudo é possível). Aqui a história é outra: it´s all about the business. Tens ou não ...

Regresso ao passado

E eis que não quando estou de volta ao Google Campus - lembram-se, aquele espaço de co-work da Google onde se pode ir trabalhar pela simpática quantia de zero libras? Para isso, basta registar no site e tem-se direito a um espaço numa secretária, cadeira, internet e água grátis das 9 às 5:30, um completo working day. Tem ainda um café com comida e bebidas decentes, mas também se pode trazer. Hoje que é dia de mudança fui à M&S comprar uma baguete, sumo de maçã e um iogurte para à hora de almoço acrescentar rúcula e salmão fumado  - embora 100g de salmão fumado no Tesco custem 3,25L(dão para 1 vez e meia) + 0,82 da baguete e já feita custa 2,50. Lá está, ir pagando aos  bocadinhos custa sempre menos mesmo que no final de gaste mais. Alguns talvez se lembrem que, quando cheguei a Londres, em Abril, vinha para cá com o J. Ele a escrever a tese, eu a passear na Internet à procura de trabalho e coisas giras para fazer na cidades nova. Eis que, passados 10 meses a situação pou...

Profissão: blogger

Adorava ter a classe das miúdas que se auto e hetero intitulam de bloggers e (até) instagramers. Têm sempre entre 20 e 30 anos um jeito acima da média para o uso de filtros fotográficos e uma capacidade inter galáctica em escrever disparates que toda a gente gosta - e bota like no Facebook. São excelentes social media multitaskers - isto é, fazer updates no Facebook, Tumblr, Pinterest, Instagram e Twitter ao mesmo tempo é para amadores - e especialmente famosas por poderem comer tudo o que querem, como torres de panquecas com nutella e framboesas (provavelmente também são ricas, porque os frutos vermelhos upa upa no preço), brownies com chantilly (biarrc, odeio chatilly) e cappuccinos com natas e caramelo extra sem ficarem com azia, celulite ou sequer robolar no sofá - muito menos sentimentos de culpa porque são super bem resolvidas com elas mesmas. Que mais vos posso eu dizer sobre estas bloggers profissionais? Têm sempre por perto algum Santo ou Santa que lhes tira um, outra ou mil...

Part-time or no part-time

Dei por mim a enviar duas candidaturas para part-time em cafés, aqui ao lado se casa. Será que já me esqueci de como era trabalhar no H+H? Ou simplesmente começo a ficar um bocado em pânico por não ver perspectivas em arranjar algo mais permanente? É altura de me (auto) lembrar que não há nada mais sexy que ser freelance writer - pena também não haver nada mais incerto e mal pago... Anyway, bom domingo, com ovos escalfados, espinafres e cogumelos. Mnham.

Balanço ( mas não muito para não enjoar)

Ora bem, vamos por alguma ordem nisto. Estava aqui a ver e comecei este blog há quase 1 ano. Sim senhores, amanhã faz 1 ano que publiquei o primeiro post do The Afro Londonder, por isso por volta desta altura já devia andar a pensar em nomes, plataformas e layouts. A verdade é que em um ano não sinto que tenha evoluído muito na mensagem que queria passar. Para ser sincera, achei que 2013 seria o ano da mudança. Enganei-me redondamente, foi antes o ano da transição pelo que ainda estou a tentar colher frutos das primeiras sementes. Acho que faz parte, ainda mais estando na contagem decrescente para os 30. T r i n t a ?! Sim, trinta anos não é nada e é muito, pelo menos dá que pensar e deixa a cabeça a divagar. Ainda ontem era adolescente - hm...pensando bem, isso foi no ano passado!!- como é que os meus amigos todos estão a casar-se e a ter filhos quando eu ainda me estou a candidatar a estágios? E, quando me sinto sem saber o que fazer, penso " Se calhar devia era ser professora...

Bom tempo, bom café e uma bike

Ano novo, vida nova. Era bom ser tão simples de fazer como é escrever. As férias em Portugal tiveram longe de ter este nome, pelo que mais vale deixá-las por lá. Já cá, a vida começa com um doçura estranha, mais amarga, tipo banana quando ainda está verde, sabem? Também sentem que a digestão custa mais a fazer? Planos que não avançam, sonhos que não se concretizam, ideias que vão e vêem mas temem em ficar. Estes últimos dias têm dado que pensar, na verdade um pouco como todo o último ano. Tanta coisa que mudou, embora ainda tenha a esperança de voltar a sentir-me mais livre e a querer voltar a abraçar o mundo como se não houvesse amanhã. Há exactamente um ano vivia em Moçambique e era Verão. Tinha um bom trabalho, uma boa velha casa com vista para o mar, um grupo enorme de amigos que sabiam a família. Em poucas palavras, uma vida estável dentro do possível, num país que não conhece a estabilidade mas que conhece o calor, a praia e a boa vida. Nessa altura, talvez até antes, per...