Depois da tempestade, a esperança
Ontem tive a minha primeira entrevista por Skype. Como quero mesmo entrar nesta empresa, uma agência boutique no centro de Londres, passei o dia todo a pesquisar e estudar sobre como me poderia sair o melhor possível. Varri o site da empresa de cima a baixo, tentei decorar os termos técnicos mais estratégicos, li dicas de como se faz uma entrevista destas, como responder às perguntas da praxe, como defender os pontos fortes e pontos fracos and so on. Ao almoço, ainda fui ter com C que me deu o seu mega apoio, fui comprar mil recargas para dados de Internet ( aqui os telemóveis carregam-se com códigos comprados na rua ou nos ATM, não é imediato e depois ainda tens que converter o crédito em dados), imprimi o formulário deles online e ainda enviei um e-mail a explicar que aqui a Internet não é propriamente a Internet como a conhecemos e que poderia falhar. Nesse caso, eu ligaria.
Às 4 p.m GMT, 18h00 de cá, lá estavam eles a ligar para o Skype, cujo contacto já tinha adicionado há 3 dias. Hora perfeita até porque sai do trabalho um bocadinho mais cedo para organizar tudo o que me poderia proteger no caso de algo falhar. Pus um vestido, o lápis preto e umas gotas de perfume para simular o máximo de confiança. Coloquei estrategicamente a mesa perto da janela, sem contra-luz, os papéis cheios de notas à volta do computador, verifiquei a luz, carreguei a pen 3G com mais 1 GB, liguei para o J para ver se estava tudo a funcionar, e de repente estava na hora. Começo a conversa a apresentar-me à E, Planner Senior ( com quem já tinha falado ao telefone e trocado e-mail durante uma semana) e ao B, um dos Co-founders. O video não estava bom mas lá nos vimos. Aliás, só nos vimos por segundos porque a qualidade de navegação não estava a permitir imagem. Então tentámos só com som, que eram meros solavancos. Depois era tudo, nada funcionava - soube mais tarde que houve uma baixa de 3G em toda a cidade. Enfim, tudo ao contrário. Restava o telefonema. Lá ligaram, os 3 na mesma linha e foram surgindo as perguntas: porquê Londres, porquê Estratégia, os meus pontos fortes, os meus pontos fracos, exemplos que os ilustrem, tudo, super by the book, tudo very British. Eu já sabia que era assim, daí todo o treino, mas nada como aprender com a experiência. E sabem que mais? Fui má, meio secante, pouco consistente e não demostrei propriamente o que quer que seja de pensamento estratégico. No final, ainda disse que, como eles sabiam, queria muito ir viajar antes de ir para Londres mas se eles me quisessem já, abdicaria disso.
Mas enfim, aprendi. Aprendi que percavermo-nos e estudarmos nunca é demais, e que uma entrevista de trabalho será sempre uma entrevista por mais descontraída que a empresa seja. Ou seja, tenho um grande caminho pela frente. Melhorar o inglês, os argumentos, saber na ponta da língua o que interessa dizer, tentar não falar demais nem de menos, treinar a dicção, a postura, saber ao certo como posso fazer a diferença na empresa com as minhas características, e tudo e tudo e tudo.
Meus queridos, o mundo lá fora está mesmo competitivo e começo a ter receios se estou à altura. Mas uma vez mais, vivendo e aprendendo.
Valeram o sushi e os copos de vinho no Polana ao fim do dia com a C e a M. Obrigada, miúdas.
Às 4 p.m GMT, 18h00 de cá, lá estavam eles a ligar para o Skype, cujo contacto já tinha adicionado há 3 dias. Hora perfeita até porque sai do trabalho um bocadinho mais cedo para organizar tudo o que me poderia proteger no caso de algo falhar. Pus um vestido, o lápis preto e umas gotas de perfume para simular o máximo de confiança. Coloquei estrategicamente a mesa perto da janela, sem contra-luz, os papéis cheios de notas à volta do computador, verifiquei a luz, carreguei a pen 3G com mais 1 GB, liguei para o J para ver se estava tudo a funcionar, e de repente estava na hora. Começo a conversa a apresentar-me à E, Planner Senior ( com quem já tinha falado ao telefone e trocado e-mail durante uma semana) e ao B, um dos Co-founders. O video não estava bom mas lá nos vimos. Aliás, só nos vimos por segundos porque a qualidade de navegação não estava a permitir imagem. Então tentámos só com som, que eram meros solavancos. Depois era tudo, nada funcionava - soube mais tarde que houve uma baixa de 3G em toda a cidade. Enfim, tudo ao contrário. Restava o telefonema. Lá ligaram, os 3 na mesma linha e foram surgindo as perguntas: porquê Londres, porquê Estratégia, os meus pontos fortes, os meus pontos fracos, exemplos que os ilustrem, tudo, super by the book, tudo very British. Eu já sabia que era assim, daí todo o treino, mas nada como aprender com a experiência. E sabem que mais? Fui má, meio secante, pouco consistente e não demostrei propriamente o que quer que seja de pensamento estratégico. No final, ainda disse que, como eles sabiam, queria muito ir viajar antes de ir para Londres mas se eles me quisessem já, abdicaria disso.
Mas enfim, aprendi. Aprendi que percavermo-nos e estudarmos nunca é demais, e que uma entrevista de trabalho será sempre uma entrevista por mais descontraída que a empresa seja. Ou seja, tenho um grande caminho pela frente. Melhorar o inglês, os argumentos, saber na ponta da língua o que interessa dizer, tentar não falar demais nem de menos, treinar a dicção, a postura, saber ao certo como posso fazer a diferença na empresa com as minhas características, e tudo e tudo e tudo.
Meus queridos, o mundo lá fora está mesmo competitivo e começo a ter receios se estou à altura. Mas uma vez mais, vivendo e aprendendo.
Valeram o sushi e os copos de vinho no Polana ao fim do dia com a C e a M. Obrigada, miúdas.
4 palavras p ti: so proud of youuuuuu!
ResponderEliminarE eu de ti, xuxu. és a maior e vou ter milhões de saudades tuas!
Eliminardá-lhe sarita!!!
ResponderEliminaresses copinho já ninguem tos tira! con vistas al indico, que más da?
anyway, nunca se sabe... mtas vezes a sensacao comque ficamos nao corresponde à realidade de quem ve de fora.
good luck para esta ou para todas as que venham!
verasepulveda.wordpress.com
veruscas, verini! vai sempre dizendo coisas e enviando a tua mega energia. e claro, escreve a contas AS novidades. bjss
EliminarSe quiseres podemos falar em english no skype :) sempre dá para treinar a fluência!!!
ResponderEliminarmarizita, falamos de certeza quando estivermos as duas no seu sitio :) com um latte soya na mão. bacciii
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