Sundays will be sundays

Acho que em todo o lado, domingo é domingo. Acordar tarde, preguiçar, comer confort food, não fazer muito que exija grande esforço. Infelizmente hoje tivemos que pular do sofá e dar uma voltinha de 4 horas. Primeiro fomos a Notting Hill buscar as chaves de casa do J. Que bem que sabe sair do metro e estar num bairro cheio de famílias felizes e pessoas giras a irem para o mercado. Soube ainda melhor chegar a uma casa super arranjadinha com um quarto preparado para nós. Pequenino, com cama pequenina mas, lá está, mais um passo dado. O J ainda está em estudos mas depois do seu mega exame já entro, creio na 3a.
Depois voltámos ao metro e andámos não mais de 15 estações até Whitechapel, uma zona menos central mas que parece que está a despertar cada vez maior interesse junto de quem vive por cá. Quanto à casa, era espaçosa, com janelões, vários sofás, cozinha mega equipada e ainda puffs. E tchanam, um sotão só para nós, estilo warehouse, giro que só de revista mas com alguns detalhes menos simpáticos. Primeiro só vaga daqui a um mês; segundo o nosso futuro flatemate não parece o mais simpático de sempre. Nem tem que ser, bastava só tentar ser mais sociável. Enfim, ainda não foi esta. Nem a outra, que fui ver mais à tarde, quando o J estava a ir para o aeroporto. Um art director espanholito que vive há 11 anos aí pelo mundo e agora está a dar aulas em Barcelona então não ia estar sempre em casa. Boa premissa e ele era porreiro. Problema ( há sempre, não há?) o quarto em si - espelhos a mais, conforto a menos- , a sala com demasiada pele, a casa demasiada dele. Ups, acabei de receber uma mensagem dele a dizer que somos a primeira escolha dele e até baixou a renda 200 libras. Mas não, não nos vamos precipitar, temos algumas semanas por isso quero acreditar que vou sentir quando for A casa. Até porque amanhã vou ver mais uma casa em Camden que tem tudo para correr bem. Ou bem mal.
Enfim, deixo-vos com Beirut e o sabor do apple crumble do pub aqui de baixo. Melhor doce de sempre ( não é, M?), a seguir à tarte de maçã da Bivó, Avó e Mãe. Três gerações das melhores doceiras, estas sim, de sempre.

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