Week 3
A semana 3 começa mais Afro e menos Londoner. Um post da C com uma foto que relembra o calor, os amigos que lá ficaram, aqueles sorrisos rasgados que trazem saudades dos bons tempos africanos. Segue com um mail da querida TAP. Parece que, passados 25 dias lá têm coragem de assumir que perderam a minha bagagem. Uma mala que levava muita roupa e coisas de miúda mas mais memórias e souvenirs e lembranças das viagens e de dois anos a viver no grande continente. África do Sul, Zâmbia, Botswana, Moçambique. Dois anos de coisas que se juntam não se sabe bem como mas que no final dão mais de 30 quilos. Muitas tiveram que ficar - umas por bem, outras nem por isso- mas as que conseguem por na mala é para chegarem. Digo eu. Phones, rinocerontes de madeira, malas de capulana, saias compridas, sabrinas novas, eu sei lá mais o quê, uma almofada comprada especialmente de para trazer para Londres, desenhada por uma designer brasuca-italiana e feita por uma comunidade do Xai Xai, as fotos do Bungee Jumping. O que coube. Agora perdido algures ou, não querendo ser má língua, a ser usado por alguém.
Há uma dúzia anos, a propósito das minhas primeiras viagens de mochila às costas, o meu pai ensinou-me que quando se gosta muito de uma coisa não se deve levar para viagem. Concordo e não concordo. O risco até pode ser grande mas o que se gosta é para andar connosco. Mas isto não era uma viagem. Era uma mudança de país, de continente, de vida. Logo exigia levar coisas.
Quando pus um post no FB sobre isto, várias pessoas vieram falar comigo em privado, acerca da não importância dos bens materiais. Após 3 anos em África sei que são relativos - aliás, já sabia antes de ter ido mas lá aprendi ainda melhor. Não são mais importantes que os amigos, a saúde, as estórias, as memórias. Mas são símbolos de vida, são conforto, são lembranças de tempos que passaram. São bocadinhos da nova vida, especialmente quando se anda de um lado para o outro. Enfim, já passou.
Só mais um apontamento à minha querida TAP. Escrevi no mural deles e, que giro, desapareceu mal foi postado. É certo que responderam polidamente mas não fica registado para todos poderem ver. Fica apenas a aparência de uma marca perfeita que nos leva a todo o mundo. E leva. Mas podia levar (mesmo) tudo.
Há uma dúzia anos, a propósito das minhas primeiras viagens de mochila às costas, o meu pai ensinou-me que quando se gosta muito de uma coisa não se deve levar para viagem. Concordo e não concordo. O risco até pode ser grande mas o que se gosta é para andar connosco. Mas isto não era uma viagem. Era uma mudança de país, de continente, de vida. Logo exigia levar coisas.
Quando pus um post no FB sobre isto, várias pessoas vieram falar comigo em privado, acerca da não importância dos bens materiais. Após 3 anos em África sei que são relativos - aliás, já sabia antes de ter ido mas lá aprendi ainda melhor. Não são mais importantes que os amigos, a saúde, as estórias, as memórias. Mas são símbolos de vida, são conforto, são lembranças de tempos que passaram. São bocadinhos da nova vida, especialmente quando se anda de um lado para o outro. Enfim, já passou.
Só mais um apontamento à minha querida TAP. Escrevi no mural deles e, que giro, desapareceu mal foi postado. É certo que responderam polidamente mas não fica registado para todos poderem ver. Fica apenas a aparência de uma marca perfeita que nos leva a todo o mundo. E leva. Mas podia levar (mesmo) tudo.
Eu percebo perfeitamente, e dou muita importância aos "objectos" que são nossos e que fazem também parte de nós! Tinha um ataque. Sei que não há dinheiro que pague isso, mas não te deixes embalar. beijos
ResponderEliminarEu estou bem, na verdade já estava a preparar-me - 25 dias sem aparecer. Só quero a indemnização para comprar " as coisas substitutas" e não pensar mais nisso :)
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