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Nota aos leitores

A época do Natal está oficialmente inaugurada. Digo-o através de um estomago que já não aceita uma mera refeição sem uma sobremesa no fim. Filhós no mínimo. Acho que não volto a olhar para a barriga antes do ano que vem.

Assim de repente

Despedir-me, um mês na Índia, mudar de cidade, de país, de continente, 5 meses como barista, escrever para a Momondo, 9 meses de job hunting, 23 entrevistas, outras tantas com headhunters, muitas lágrimas, mais sorrisos, um curso de estratégia, de volta ao mercado da publicidade em Moçambique como freelancer a partir de Londres ( para quem ainda não sabia, true story). Zero arrependimentos. E a partir de 6a-feira em Lisboa, para celebrar o Natal.

Primeiras vezes

Há uma para tudo, já sabemos. E hoje tive mais uma: primeira apresentação em inglês para mais de 60 pessoas que falam inglês. E arrasei. OK, talvez não, mas falei. E quem me viu antes parecia que era impossível. E é isto.

Guilty

Se há coisa que gosto de fazer 6a-feira ao fim do dia depois dos últimos textos entregues - e esta semana até tive 3 entrevistas, uma campanha para Moçambique, 2 textos da Momondo e avanços no brief da OXO por isso posso dizer que mereço - é ler o blog da querida Pipoca. Estou deliciada com tanto doce, por isso partilho: "Logo a seguir à depilação às sobrancelhas, a coisa que mais me mexe com os nervos e me faz ter vontade de partir tudo à volta são.... colares embaraçados! Aahhhhhhh! Que enervação, que desgaste, que grande estupidez." Realmente, que grande estupidez...

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal, Eu sei que andas super ocupado e está imenso frio mas este ano tenho mesmo que te pedir algo - até porque, com tudo o que se passou nos últimos meses, bem que mereço. Para este Natal quero um trabalho como planner. Eu sei que o mercado está difícil e super competitivo mas bolas, tenho sido tão perseverante e lutadora que está na hora de ver alguns frutos. Obrigada e oh oh oh, S.

Há dias e há estes dias

Como é que os dias, todos compostos pelo mesmo número de horas, podem ter preenchimentos tão diferentes? Hoje está a ser um dia inútil. Ainda não consegui fazer nada de jeito para além de um hamburguer de soja no forno, ir buscar o correio e enviar meia dúzia de e-mails. São dias, dizem uns. Eu digo que são dias que se devem evitar mas às vezes tem que ser. Olho para o lado e vejo os papéis empilhados com o que tenho para acabar mas não parece surtir efeito. Daqui a umas horas vou a mais um evento da APG, pode ser que finalmente acorde. E aqui vos deixo com o feesback do tal projecto que estava para acontecer mas afinal não aconteceu. " Overqualified. Is like when you go out to buy a car to commute to work and then you see a much better one, you get excited but then you loose the focus on why you needed it". E por hoje é isto e muito chocolate. E amanhã chega a R e o B. Isso sim, coisas que vale a pena pensar mais.

Não gosto não

Odeio insónias, odeio insónias, odeio insónias. E é isto. 

This is Afro Londoner

Estou na Google a trabalhar para Moçambique. Isso mesmo, no edifício da Google - onde tenho os meu curso às segundas-feiras e vim almoçar com os coleguinhas - a trabalhar no meu primeiro freela para uma agência de Moçambique. E que bem que sabe ter o melhor dos dois mundos - desculpem o cliché, talvez aqui seja só o melhor do mundo. 

Ninguém dá nada a ninguém

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A semana passada ia super atrasada para o trabalho, a tentar deglutir uns cereais em andamento ( com colher e tudo) quando vejo um senhor com não muito bom aspecto à porta do metro a tentar dar um saco de papel reciclado. Aparentemente era o último e, como não tinha nada para ler, aceitei. Lá dentro estava todo um mundo de publicidade do Bill´s , entre o qual um voucher para uma "refeição grátis + garrafa de vinho para ti e mais 3 amigos". Ora desconfio. Será que o Bill´s serve kebabs? Será que os pratos são minúsculos e se tem que pagar tudo extra? Será que foi vitima de escândalo de baixa qualidade recentemente? Ou será que têm lá um lote de vinho fora de prazo que querem despachar? Afinal, ninguém dá nada a ninguém, muito menos em Londres. Não obstante, lá guardei o cartão de simples layout e dois dias depois fui marcar mesa, pessoalmente - fica na Hoxton Square, ao lado da casa antiga e a 10 minutos de bicicleta desta. E não é o meu espanto quando me deparo com um restau...

CR7, GP e Piiiiiii

O frio continua e a chuva voltou - é a época dela, diz-se por aí. E eu continuo presa em casa, constipada, com autorização para sair apenas em situações importantíssimas como comprar chocolates e ir a entrevistas. Então, farta de ler posts sobre o CR7, a Pepsi e o OE de 2014 que está cada vez mais para o magrito, fui ali ao GP pedir uns remédios. O GP quer dizer médico de família em inglês e demorei apenas uma semana a conseguir consulta. Nada mau. Nada mau também é a eficiência da mesma. 10 minutos, zero libras e uma queixa, nada mais. Pedi remédios para o estômago e ia pedir a minha querida Yasmin quando ouço " Just one thing, please. They give you ten minutes because of that, otherwise I would have to stay until 8pm" - but, Sir, I waited 40 minutes for this appointment... Fair enough e lá levei as receitas todas. E mais um elogio " You have been living here only for 8 months and you speak like you have been living here for all your life". Pumba, vão buscar agênc...

O meu canal

Há muita gente que já veio muitas vezes a Londres mas não sabe a existência do Regent´s Canal, o curso de água ao qual gosto de chamar rio que atravessa a cidade de este a oeste. Eu tenho a sorte de viver mesmo à frente deste pedaço de natureza perfeitamente inserido na cosmopolita capital da Europa, onde a mística dos barcos de madeira, baixinhos e cobertos de cores se funde com patos, gansos e mais uma data de espécies de pássaros e outra bicharada, como a raposa laranja que ontem vi a saltar ao meu lado. E tudo isto coabita com outro lado da moeda. Casas incríveis com janelas até ao chão que deixam ver vidas de filme a passar-se lá dentro, restaurantes trendy cheios de gente a comer e a bebericar vinho e até esplanadas improvisadas para se beber aquele chá a ferver com uma fatia de bolo. Eu adoro o meu canal, e sempre que não sei o que fazer, seja porque estou meia perdida, seja a procrastinar mais um texto, desço até lá e dou uma caminhada. Outras vezes é o canal que vem até mim, ...

Receita de domingo

Bagel com salmão fumado, pimenta e rucula. Um copo de sumo de laranja da Innocent a acompanhar e pozinhos-mágicos-anti-gripais para a sobremesa - a sério, tanto dinheiro gasto em inovação e ainda não se fazem remédios a saber a batido de morango?? 5 graus lá fora de repente deram no primeiro resfriado do ano ( apesar de já ser o segundo Inverno), mas o que fazer? Bolo de chocolate. Acho que é mesmo isso, bolo de chocolate da Cadbury. Boa semana.
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keep it simple

É 6a-feira e está sol. Que mais se pode querer? Estar em casa a escrever com vista para o canal e poder fazer uma pausa para ir ter com a I, de bicicleta. É verdade, estamos em Novembro e ainda pego na minha amiga azul para ir dar uma volta. Não há liberdade como esta, tão simples e tão boa.

Médica ou enfermeira?

Hoje foi o meu primeiro encontro com a enfermeira do GP - o centro de saúde aqui da terra da Rainha. E foi mais uma agradável surpresa de eficiência. Chegar para marcar um exame, haver uma desistência, marcar para dali a 45 minutos, ir ao supermercado e voltar cheia de sacos, quase directa para o consultório. No entretanto, na sala de espera, bastou fazer o check in num ecrã que lá está para a propósito e esperar pela vez, que atrasou 20 minutos mas depois compensou. Em 10 minutos já estava despachada para o almoço. Sem fofoquices ou conversas da treta pelo meio. A minha avó não ia gostar nada disto. Nada mesmo.

Vida online

Se há coisas que gosto de fazer aos domingos no fim do dia, para além de comer torradas, são umas comprinhas online na ASOS. Andar ali de um lado para o outro, seleccionar as cores, os tamanhos, os preços do mais baixo para o mais alto e, voilá, clicar e encomendar. Em menos de 4 dias chega cá a casa, sem custos extra e lá volto a ter 5 anos, e é Natal. Como ontem que chegou o meu casaco lindoooo . Ir à caixa de correio ver se o papel já chegou e correr para a portaria para ir buscar o embrulho. Logo a seguir, abrir como se não houvesse amanhã, com as mãos desastradas e experimentar o dito. Lindo, a cor, o formato, o toque. Probleminha? Número acima. Problemão? Número abaixo esgotado. Oh vida. Isto sim, problemas da vida real. Online.

No meio é que está a virtude

Adoro quartas-feiras, mesmo ali no meio da semana. Nem muito cansada nem descansada demais, perfeito para tomar decisões e começar a preparar o fim de semana com um bom copo de vinho e amigos à mesa de casa. Hoje é a M e o J que vêm cá, clientes habituais. A ementa, simples, é de risotto com butternut squash ( aquela abóbora laranja clara fininha, muito tipica por cá) e cogumelos, os suspeitos dos costume. Para lembrar Moçambique, fiz uma mouse de limão e manga com cereais de chocolate ralados. Nem muito doce, nem demasiado ácida para aquecer a saudades que se começa a sentir. Para os que ainda não perceberam, estou de novo sem contrato mas com vários projectos, o que não é necessariamente mau. Nunca dei tanto valor ao tempo, sobretudo o livre. Até porque nos últimos 3 dias passei cerca de 2 horas em transportes por dia. This is London bem sei, mas tem que haver maneira de fazer as coisas de uma forma mais equilibrada. Não é que me possa queixar porque na segunda tive o curso da APG ...

Há roupa gira e há a roupa da Zara

Eu sei que a Zara é um tema recorrente, mas a minha vida não era a mesma sem esta marca. Ainda me lembro do meu primeiro outfit, quando a primeira loja abriu em Lisboa, mesmo na Guerra Junqueiro, tinha eu uns 8 anos. Aquelas leggings amarelas torradas qual girafa e camisola a condizer ainda hoje me tiram o sono, relembrando memórias de algo próximo bulling - estão perdoados, ninguém tem que perceber de moda aos 8 anos. Anyway, nos três anos que vivi em África, das primeiras coisas que fazia sempre que chegava Portugal era sair de casa a pé em direcção ao Chiado e varrer a primeira Zara que me aparecesse à frente, seleccionando as próximas compras dos saldos. Em Moçambique, cheguei a ir a Joanesburgo de propósito para ir à Zara - note-se que são 8 horas a conduzir, com fronteira à mistura e aventuras daquelas que só quem lá vive entende. Bem, não terá sido exactamente de propósito mas passei lá uma boa ( e frustrante) horinha a ver se conseguia comprar alguma coisa que desse para usar...

Ainda não é fim do ano mas aqui vai

Já não me sinto nada isto de afro-londoner, muito menos desempregada há 6 meses, até porque não é verdade. Na verdade, não sei quem sou neste momento. Cheguei a Londres há cerca de 8 meses - não vos custa mais ler que a mim escrever mas é a pura verdade- e desde aí muita coisa aconteceu e muita mais não aconteceu. Até agora só vivemos em duas casas ( uma média bem inferior à de Moçambique, o que é positivo) e eu tive apenas 3 trabalhos - se pensar bem, acho que em Moçambique os coleccionava. Cheguei e, como alguns de vocês seguiram e outros nem por isso, tive umas quantas entrevistas, nas quais cheguei até à última fase mas depois não fiquei: optaram sempre pela pessoa inglesa, com UK experience - oh meus amigos, lembrem-se disto que é verdade, isso da descriminação também há cá nesta terra cosmopolita. Posto isto, parti para a solução mais simples e imediata e fui procurar trabalho num café. ( triste) Desafio superado em cerca de duas semanas. Acho que quando nos pomos a jeito, acaba...

what is worst than people not answering you?

people not answering you twice. nem 3, 4, 5... ( isto vai lá, está a custar um bocadinho mas vai).

a estrangeira, ainda por cima de Portugal, onde se fala espanhol, não percebe nada disto

Politeness should not be not just about 5 o´clock teas, royalty and big closing sentences on e-mails - mas isto sou eu que sou estrangeira e não percebo nada desta sociedade. nem de como eles tomam o pequeno-almoço.

Ou quê? Outubro

Ontem à noite assustei-me. Estamos a entrar em Outubro e eu a trabalhar no café. Desde que cheguei das férias em Portugal, fim de Julho, já enviei mais de 130 CVs e fui a mais de 10 entrevistas, algumas com segunda fase incluída ( para não falar em headhunters, aos quais já perdi a conta). E o que saiu daí? Para já nada, apenas mais experiência em job hunting, mais contactos e mais à vontade com o inglês mas também mais frustração, mais medo de não conseguir e, vá, mais uma entrevista na 5a. Que sejas bem-vindo Sr Outubro, mas só amanhã. 

Thank God is Friday

O Inverno chegou a Londres e, com ele, a água na bicicleta. Porque raio quero sempre o mais difícil?

Mais uma primeira vez

As primeiras vezes nunca desiludem. Tensão, acção, emoção, muita desta última. Acabei de me comprometer por um ano, pela primeira vez na vida. Sim, tenho quase 30 e não, nunca o tinha feito antes. Ou não numa situação como esta, sem trabalho - apesar de já ter passado o probation period no café o que recebo não paga a renda aaaaiiii ( inacreditável, já passaram 3 meses!!!) e continuo sem saber vão ser os próximos meses. Mas enfim, temos casa. Depois de 3 semanas intensivas, mais de 10 vistas e 4 perdidas ( uma que era A casa - sempre ouvi dizer que no house hunting há sempre uma desilusão, a minha foi a casa das janelas até ao chão e jardins nos telhados), vamos mudar-nos para um 8o andar de um prédio não vitoriano mas novo - frequentadores do flat 22, sabem que esta parte já não é novidade. Pois que adeus Hoxton e olá De Buvoir. Daqui a nada mas com um nó na barriga maior que nunca.

Quase 5 meses

Quase 5 meses de uma nova aventura, de uma nova cidade, uma nova vida, uma nova casa. Quase 5 meses de uma busca que ainda não acabou, de um caminho que se constrói, de mais uma terra que lá ficou. Quase 5 meses e só hoje deu a saudade. Uma quente saudade de, sei lá, pelo menos saber que o Tofo está lá.

fechado para férias

Estive quase um mês sem escrever aqui. Pois que estou em Lisboa há 10 dias e daqui a 3 horas entro no avião que me leva de volta a Londres. As partidas e as chegadas são sempre momento de reflexão, mesmo quando se tornam habituais. Tal como a vida de quem decide sair do país nunca será fácil de gerir - eu sei que a de quem fica também não, mas foi a outra que escolhi. Em 10 dias tive tempo para muita coisa mas não deu para quase nada. Fui ao Park, o rooftop da moda, beber cidra e por a fofoca em dia, mergulhei na Costa e em Odeceixe, provei frozen yogurt ( sim, só ontem), babei com a sapateira e a salada de polvo das Azenhas, bebi vinho bom e sangria branca, enfeirei nos Saldos, abusei do peixe grelhado, bebi bicas da Nespresso que nada têm a ver com as que faço no meu café e ainda bem. E, pois bem, vi casar a M e do F, no pico da sua felicidade, abracei os amigos e ri ( e chorei) com a família . Foram dias tão bons como complicados. Sempre que cá venho, o meu maior desafio é ter te...

Este é o meu post 111

E como o 11 é o meu número favorito - sim, o 11, não o 111, hoje fui a uma conversa-entrevista de lábios pintados de cor-de-rosa e meias brancas. Sim, lábios cor-de-rosa e meias brancas, para lembrar os tempos em que era gozada na escola pelas minhas leggings de girafa. Acho que, considerando a palhaçada - ups, trapalhada - que se anda a passar no meu país, só mesmo com algum humor. Nem que seja nos outfits. 

Cair para levantar

Desde que cheguei a Londres, há cerca de 3 meses e meio, já tive várias entrevistas. Para agências boas, outras menos boas, para umas de negócios que nunca ouvi falar e até para vender calças de ganga. Em comum, tiveram o facto de não ter ficado, para além do H+H, café onde agora trabalho e se tem revelado uma carga de trabalhos. As minhas últimas semanas têm-se resumido a acordar às 6:11 da manhã para ir para o café, provar café, tirar cafés, limpar grãos de café e por aí a fora sempre a rimar em é. É. E, se gostam de detalhes, até no banho os vejo. O que vale é que a versão mais longa tem melhores estórias e experiências, prontas para serem contadas um dia por aqui, naquele que a inspiração voltar. Mas voltando às entrevistas. A semana passada tive a primeira entrevista que me correu bem, mesmo bem ( quem já passou por isto provavelmente conhece a sensação, aquela de querer pular e brindar à vida boa com um copo de tinto). Foi a segunda fase e, como já tem vindo a ser habitual,...

La siesta

Eis que voltei a ado(p)tar um velho hábito de nuestros hermanos espanhueles e que tinha em Cabo Verde. Uma sesta por dia, não sabe o bem que lhe fazia. E que me faz nestes dias em que acordo às 6 da manhã, hora em que os olhos mal abrem. Até já.

Before Midnight, The XX, Sebastião Salgado e bon apetite

Assim se passou mais um fim de semana. Pena o frio que teima em ficar e a não deixar festivalar como o conhecemos em Portugal - e na Swazi para quem sabe do que falo. Valha-nos os bons filmes, a boa música, a boa comida, as boas exposições e a melhor companhia. Boa semana.

Como recuperar uma semana a acordar todos os dias às 6:11 da manhã?

Com duas sestas, uma aula de yoga da Tammy e uma pizza do Olive. E last but not least, concerto dos The XX amanhã, todo o dia, Night and Day.

Red Lion

É o pub aqui no fim da rua. 4 andares para 4 estações do ano que teimam em ser só uma. Lareira, sofás, mesas corridas, mais sofás e terraço a ver East London. Gente de todo o lado e todas as pintas, pints e copos de vinho a menos de 4 pounds, promoções à 3a, à 4a e à 5a mas é à 6a que sabe mesmo bem. Hoje soube a 6a.

Flatmates, modelos e cafés

As coisas aqui em casa andam o mais possível à moda de East London. A S foi para casa dos pais em West e a outra S foi não sei para onde. No lugar delas temos vários modelos de 18 anos que vieram para os castings e consequentes desfiles do London Fashion Week para homem - embora ainda sejam umas crianças ( um deles até joga ao Pokemon no Game boy. True story). Um de NY, outro da Alemanha, outro da Bélgica, a panóplia é suficiente para nos rirmos, percebermos mais da coisa e termos a casa com mais Feng Shui. Sim, eles são mais equilibrados que elas, pelo menos até ver. A verdade é que vamos ter que nos mudar, vai ter que acontecer mais tarde ou mais cedo. Os 3 meses iniciais estão a passar e a nossa paciência a ir com eles. No entanto, a ideia é aguentar mais uns quantos e esperar até arranjar um trabalho com mais libras e menos risco. Porque 6,70 à hora é bom mas não quando se acorda às 6:00, os copos explodem, o balde entorna-se e as queimaduras ganham espaço no braço. De resto, tu...

E recordar

É viver. Já dizia o poeta. Ontem tive os 29 anos da I - lembram-se, a amiga da primária que não via há 20 anos? - e reencontrei a A, também passados 20 anos, também da nossa turma da escolinha. E foi bom, muito bom. Tal como o resto do fim de semana de chuva tropical, bagels de salmão, brownies com fartura e ainda uma visita especial, da nossa querida amiga austríaca de Moçambique que agora vive em Roma. Mau, muito mau foi a primeira semana de café, com direito a um copo explodido e um balde de água fria entornado em cima da je. Literalmente. Mais de 5 litros de água suja que inundaram não só as minhas botas como a cozinha. WTL. Não e África, mas tem os seus deafios. Boa semana. 

É só para dizer mais uma coisa

Não leiam estes últimos textos com amargura, apenas com humor. By the way, hoje tive uma entrevista numa agência, amanhã tenho com um headhunter e segunda noutra agência. E sexta a segunda fase da que fui hoje - foram rápidos, gosto disso e gostei deles. Está na hora de vencer o complexo emigra em UK e arranjar um trabalho que ao fim do dia me dê mais estórias que uns quantos cafés tirados e leite espirrado. E uns clientes contentes, vá.

É só para dizer

Que hoje acordei às 4 para ir trabalhar. 4 da manhã, hora em que não há luz e só há emigrantes do sul no autocarro - não só dos países como continentes. Incluindo portugueses, uns como eu, outros assim assim. Por aqui chamam-lhe caracter building, eu cá chamo-lhe o preço a pagar para a sociedade de consumo funcionar. A mesmo estória de sempre: para haver ricos, tem que haver os outros. E por hoje é tudo.

10 dicas de amiga para quem sempre sonhou em trabalhar num café

Ou se algum dia trabalhares num café... 1. Tenta saber o horário de abertura e fecho da loja e conta entrar uma hora mais cedo e sair uma mais tarde. Isto se tiveres uma boa equipa. 2. Não proves o café sempre que te disserem para confirmar o sabor- ou vais apanhar uma intoxicação de cafeína. Elas existem e não são elegantes. 3. Informa-te sobre quem irá limpar o chão, lavar a loiça, desinfectar os armários e, last but not least, limpar a casa de banho no final do dia. Não estranhes que a resposta seja o teu nome. 4. Leva sempre creme para as mãos. E põe. 5. Não proves o menu todo no primeiro dia, mesmo que seja grátis. E-N-J-O-O certo. Ninguém quer gastar dinheiro a comer fora quando pode não gastar nem um penny.  6. Espera que o teu chefe tenha menos 10 anos que tu, mesmo que tenhas 20 (ok, agora estou a exagerar, talvez quando já tens quase 30 isto seja verdade). 7. Responde a ordens com um sorriso e a ordens parvas com um ainda maior. 8. Não leves roupa b...

O lado menos sexy da coisa

A minha loja vai abrir às 6:00 da manhã. Isso, 6 da manhã, o que implica estar lá às 5:30 para que tudo esteja impecável para receber algum cliente que tenha caído da cama. E hoje passei o dia a lavar pratos, carregar caixas, desempacotar coisas e empilhar loiça. Tudo isto, com uma louca meia hora de almoço. E as casas de banho vão ser limpas por quem? Adivinhem que eu também ainda estou para descobrir quem o vai fazer por mim - e não me parece que vá lá com subornos ou olhos azuis. Alguém se lembra daquilo que eu disse que nunca iria fazer? Pois nunca o digam.

In the gym

Uma aula num ginásio de Hackney que começa com o Harlem Shake, 10 fat mamas já suadas e umas 30 miúdas que fazem 200 séries de abdominais sem piar não pode correr bem. Ou pode? Que saudades do meu Yoga em Notting Hill. 

London style

Tanto refilei que lá veio o calor. Ok, se calhar não foi bem por isso mas porque já estava mais que na altura. É vê-los aos bifes e londoners a irem para o parque, para o canal, ao mercado e à esplanada fazer a fotossíntese. Com os seus melhores vestidos macações e calções ( alguns que provavelmente nunca mais terão a oportunidade de usar porque não, aqui não há Verão), fazem pic nics, dão beijos e abraços apertados, bebem cerveja e mais cidra e apanham escaldões. No sábado até fizeram um Carnaval especial, o Canalval, em que o lema é "tudo para o Regents Canal mascarado até cair para o lado". Se tiveres barco, de borracha ou do primo, melhor, senão a vontade chega. No domingo, a ressaca é passada no parque e no brunch ou a fazer brunch no parque. E assim se passam os fins de semana. A comer ovos.

This is London #já me perdi em quantos

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Londres com sol é uma maravilha. Sem sol também, apenas dá mais luta. Boa semana.

Sofá, Televisão e os mimos da avó

Basicamente é isto que me fazia feliz este fim de semana. Sem grandes deambulações ou pensamentos, apenas o conforto de uma casa-casa, da família, dos amigos. Sentir que pertenço a algum sitio, que faço falta, que é ali que devo estar. Algo que não sinto há muito tempo, que cheguei a sentir em Moçambique mas ainda não tive tempo para sentir em Londres. É tanta informação, tanta coisa nova, tantos desafios. O novo trabalho, os colegas, os 8 graus que mal chegam aos 10, a ausência do sol, um quarto numa casa partilhada que cada vez mais parece pequena demais, os laços que se demoram a construir, as distâncias, o tempo, o das horas e o da meteorologia. Continuo sem me arrepender de ter vindo, a achar que tomei a melhor decisão, que é aqui que devo e quero estar agora. Sei que toda a mudança tem um período de adaptação, que as "good things come for those who wait" e que um belo capítulo ainda vai ser escrito em inglês. Por isso é levantar a cabeça, não faltar ao yoga e animar. Q...

Há bares e há baristas

Esta semana começa tarde. Ontem foi dia de Bank Holiday por cá e aproveitámos os três dias de descanso para ir visitar o M a Manchester. Foi tão bom ter companhia, conhecer pessoas novas, dormir numa cama confortável e derreter num mega sofá em frente à televisão. Tudo isto com muita luz e sol. Soube ainda melhor sair de Londres pela primeira vez em dois meses e meio, após uma semana bastante intensa e produtiva. Fim de semana de 3 dias merecido. Para quem anda distraído, há cerca de duas semanas arranjei o meu primeiro trabalho em Londres como barista. Para quem o é realmente, distraído, um barista não trabalha num bar mas num café. No meu caso, n este - quem goste, que faça like. O H+H não é um café qualquer mas uma Coffee Shop especializada, o que significa que não só servimos café de qualidade como somos conhecedores do nosso produto. E isso não se aprende só com a prática mas também com formação e alguma teoria. De onde vem o café, qual a planta, as plantações, os grãos, as cas...

This is London #10

O Sol aqui às vezes só nasce lá para as 4:00 da tarde, como aconteceu hoje. Outras nem isso, por isso há que dar as graças e ir para a rua. Em Londres, se todos os dias são dias de mercado, domingo é dia do flower market em Columbia road. É vê-los e a elas a passar nas suas bicicletas, cobertos em riscas e bolas e cheios de flores nos cestos, costas ou debaixo do braço. Quase que cheirou a Primavera. Para a semana há mais.

Dias cinzentos

A morte faz-nos pensar na vida. Faz equacionar voltar para casa, pensar no que é que se anda aqui a fazer, se todo este esforço vale a pena. Faz querer voltar para perto da família, ver os pequenos crescer, ajudar os grandes a envelhecer. Faz querer ir dar a mão a quem sempre nos deu tudo, sorrir para quem gosta de nós incondicionalmente, estar lá só para fazer companhia. A morte faz-nos pensar como a vida é preciosa e em como temos a obrigação de a aproveitar. Bom domingo.

Dim Sum, planners e aliens

Há muito tempo que uma 6a à tarde não me sabia a 6a à tarde. Com sentimento de dever cumprido, copo de vinho e jantar de Dim Sum num restaurante fancy do centro de Londres. Ontem tive uma entrevista especial- talvez porque não foi mesmo uma entrevista, talvez por ter sido com quem foi, não sei. Como o consegui? Não foi assim tão simples como pareceu quando lá cheguei. A semana passada perdi a cabeça e inscrevi-me no APG, o Account Planning Group, basicamente o grupo dos planners ingleses, associação que dá alguns privilégios como conferências, conversas e acesso a documentos e nomes importantes da indústria publicitária. Isto implicou um investimento próximo dos 150 euros - é bom que tire muitos cafés para a semana e que receba boas gorjetas - e lá fui a uma conferência onde um padre, uma mulher polícia, um publicitário e um político falaram de situações onde tiveram que lutar contra as probabilidades de tudo correr mal. E safaram-se. Ora, ao mesmo tempo que estava muito atenta ao q...

Lição do dia

Encarar as entrevistas como se fosse um exame. Estudar o suficiente até saber tudo sobre a empresa, treinar as respostas em voz alta (baixinho também funciona), fazer apontamentos. Saber os nomes importantes, os clientes da casa, as notícias boas, as menos boas, as assim-assim, onde é, porque é ali, o doce favorito do entrevistador and so on. Cuscar o LinkedIn, o Facebook, blogs, vídeos, jornais, vale tudo. Mas mesmo tudo, até levar cábulas.

Aqueles dias daqueles

São daqueles dias em que não se sabe o que escrever, aqueles que têm passado. Entre novas descobertas de sítios e pessoas, há que não desistir de enviar CVs, cada vez mais focados, cada vez mais dedicados - cada vez menos motivados? Uma feira de emprego para start-ups, um almoço com o M que veio de Manchester ( mas que bem que sabe comer peixe fresco em Londres, uma raridade), um lanche de anos em que nada faltava nem os sugos, uma conferência da APG ( e o começo do networking na área?), uma entrevista com uma headhunter, outra para um estágio para account ( vá, goze quem perceber o que isto significa), outra amanhã. Não sei muito bem que balanço posso fazer dos últimos tempos. Passaram 2 meses e uma semana desde que cheguei e para a semana começo o meu novo trabalho como barista. Ainda não sei nada sobre horários ou equipas, apenas que vou ter duas semanas de formação ( fins-de-semana off) na sede da empresa e que sou paga à hora o equivalente ao salário mínimo. Hm, não é bem a situ...

Dad, Mom, I´m a barista!

Ontem foi um dia muito importante. Não só fez 2 meses que cheguei a Londres como foi o dia em que arranjei o meu primeiro trabalho cá. Dia 20 de Maio, segunda-feira, começo como barista num café no centro de Londres. Muitos podem não compreender a minha felicidade afinal, "ela vai tirar cafés" mas para mim é muito mais do que isso. Em primeiro lugar, é o recuperar da auto-confiança após algumas rejeições. Foi um processo de recrutamento diferente do normal mas rigoroso. Começou com 30 perguntas compartimentais online, daquelas com resposta múltipla mas que não podes excluir nenhuma das respostas, apenas por em ordem de preferência. Segui-se uma tarde de quase 4 horas de dinâmica de grupo. Responder a uma questão sobre atendimento ao cliente e apresentar em equipa, falar em público, entrevista individual e ainda um caso prático: criar a própria bebida e dar-lhe um nome - adivinhem qual foi a mais fácil para mim? E pronto, de uma mistura quase intuitiva lá nasceu o Yummie Nute...

Não há 1 sem 2

E não é que já faz 2 meses que cheguei a Londres? Maputo parece tãoooo longeeee! Acabei de acabar a última entrevista da semana, uma skypada com Nova Iorque. Já é fim de semana? Pera, ainda não. Recebi mais um telefonema. Arranjei trabalho!!!! Como barista num café super giro . E esta, hein? Lá vou eu tirar os meus soyas lattes e fazer sanduíches mega cromas. Mas sem esquecer porque vim para cá: apostar na minha carreira ( quero dizer com isto que vou continuar na hercúlea task de enviar CVs todos os dias). Começo dia 20 e mais tarde escrevo com mais calma e pormenores. Agora é celebrar. E lembrar de quem me tem dado apoio todo o santo dia, mesmo quando não estava assim tão feliz. Obrigada daqueles a sério.

Dar nas (entre)vistas

Hoje, finalmente, voltei às entrevistas. E foi tão bom. Esperei mais de uma hora - aparentemente houve uma urgência, daqueles fogos publicitários que têm que ser apagados no momento - e, quando estava mesmo quase a dizer à menina da recepção que se calhar era melhor voltar noutro dia, o J, o MD da agência, chamou-me para a reunião. Fomos para o estúdio de edição de som e imagem e a C, Head of Planning, juntou-se para uma rápida mas inspiradora conversa. Voltei a ser eu e soube tão bem. Sem medos, sem inseguranças, sem complexos. Falei da minha experiência em Moçambique, do porquê de ter vindo para cá, da luta que tem sido conseguir atenção das agencias, das aspirações, do que posso trazer de novo, do que me falta aprender. O inglês saiu fluido, não perfeito mas perfeitamente compreensível, talvez fruto das pesquisas e TPCs que tenho andado a fazer. No final, confidenciaram que a agência está a passar por uma fase complicada. Mas que é uma porta aberta, que houve "great connection...

Daily life

Sábado: refazer ( tetrafazer?) todos os CVs, um para a minha área, um para Sales Assistant, um para Barista, um para Waitress. Domingo: Brunch no Breakfast Club com tostas em pão de sementes, ovos escalfados no ponto, espinafres e cogumelos. Segunda: Bank Holiday, bolo de chocolate e portefólio. Terça: entrevista. Quarta: entrevista. Quinta: entrevista. Sexta: beber para esquecer?

Oh bagel, my bagel

Ali em Bick Lane, menos de meia hora a pé, há duas lojas de bagels daqueles de comer e ficar a pensar no próximo. Entre as variadissimas opções, a escolha vai sempre para o de salmão fumado. Sem maionese de ovo, sem queijo creme, sem manteiga. Apenas cheio de salmão a brilhar e sabor a massa acabada de sair do forno, cozida no ponto, que não só delicia como conforta os apetites. Yummie. Nota: isto é um clássico de East London. Estas bagel shops estão abertas 24 horas por dia, todo o ano e as filas aos fins de semana serpenteiam pela rua. Mas vale a pena a espera, mesmo para o carnívoros. Bagel com carne assada ali na hora e uma pinta de mostarda. Diz quem prova, que é uma especialidade.

Banquete na rua

Já tinha ouvido falar do social de East London, até visto, mas só ontem senti na pele. Aqui ao lado, a caminho do Dalston, há uma feira de comida, o  Street Feas t, todas as 6as-feiras das 5 às 10 ( já sabem que eles aqui gostam de começar cedo e deitar cedo para no dia seguinte irem aproveitar o parque. Eu também. Pena ontem terem estado uns 20 graus durante o dia e hoje 10 e nuvens). De cachorros a hamburgueres de carne e veggie, wraps jamaicanos a burritos mexicanos, passando por cupcakes, brownies e donuts com Nutella, lá pode comer-se um pouco de toda a street food londrina. Basta ter coragem para esperar na fila que dá a volta ao quarteirão ( mas até anda rápido) e saber escolher. A M, que está cá a visitar, foi para o frango assado - aparentemente very exquisite mas não acredito que vença o da Tendinha da Graça- a R, para os burritos hiper picantes, eu para a veggie box dos jamaicanos, com hamburguer de feijão, saladas variadas e banana frita, o J para o belo hamburguer, cl...

Há ele e há nós

E eis senão quando o desânimo começa a tomar conta e recebe-se um e-mail com boas novas - mais uma entrevista para a semana, no total de 3 - e ouve-se este senhor . Va lá, ouçam também, são só 15 minutos que animam muitos mais.

Plano F

Afinal não vou vender calças de ganga para a Selfridges. Nem fazer sanduíches para o Pret a Manger. Pelo menos não nos próximos 6 meses porque quando estas empresas não levam para a frente uma candidatura ficas 6 meses de castigo, sem te poderes candidatar. Considerando que das agências não me respondem e os head-hunters já estão a caçar novos talentos, para me onde viro? Eis o dia em que apetece usar e abusar do Plano F. F-----------####!!!!!

Week 7

Na busca de trabalho, cada semana que começa é cada esperança que nasce. Cheguei a Londres há 1 mês e 3 semanas - como o tempo voa- e o processo começou tão bem como depressa esfriou. Tive logo quatro entrevistas. Duas fui até à última fase. Uma queria muito, a outra não sabia se queria. Uma não sei muito bem porque não fiquei ( aparentemente escolheram alguém com mais experiência em inovação), a outra não correu mesmo bem e ficou por ali. A terceira fui só para ver no que dava e correu super bem - great personal skills- mas tanto eu como eles sabiamos que não era para nenhum de nós - uma mega empresa americana de Sports Marketing. Quanto à última de todas, não me dizem nada desde 5 de Abril. Acabei de enviar um novo mail, para tentar saber novidades. O mais provável é terem escolhido alguém e não terem dito nada. Muito comum por estas bandas. Quando vamos para um país novo que não o nosso, temos que viver segundo as regras deles. Nuns é mais fácil que noutros, aqui ainda não percebi...

#Take 1

Hoje tive a minha primeira video interview para ser sales associate ( nome pomposo para assistente de loja aka vendedora) numa department store enormeee. Tão grande como gira, como se quer. Não é bem o que gostava de fazer - como sabem, vim para Londres para ter upgrade pessoal e profissional após 3 anos em África- mas acho que ajudava muito a tornar o meu inglês mais fluente e articulado e a conhecer melhor como é que esta maltosa compra. Muito e sem olhar aos preços bem sei, mas tem que haver mais que isso. No fundo, não apenas uma forma de ganhar uns trocos mas de investir no futuro. Afinal, um planner tem que conhecer o consumidor melhor que ele próprio. O que é uma video interview? Também só hoje descobri. É uma forma de tornar o primeiro contacto entre o candidato e a empresa mais eficiente. Eu não gasto dinheiro em transportes; eles não gastam tempo e recursos. Basta ter um computador com uma câmara ( eles até dizem que se não tens podes sempre comprar na Amazon ou ir para um ...

Sunny London

Para fazer a fotossíntese, para não haver desculpas, para ir ao Design Museum, para animar.

This is Portugal

Que país é este que não dá oportunidades a quem as merece? Que país é este que leva a que o talento emigre? Que país é este onde os licenciados são qualificados demais e que todos são pagos de menos? É o país que me faz estar aqui a bater a todas as portas e mais algumas e não receber respostas positivas. É país que não tem espaço para mim. É o meu país.

This is London #9

Hoje descobri porque dizem que cortar o cabelo é uma arte. Passei uma manhã inteira no salão e as revistas não eram a Maria e a Caras mas a Esquire e a Grazia - que vai dar o mesmo. Já a cabeleireira, era uma porreiríssima romena loira descolorada  ( nunca percebi bem isto, como é que as cabeleireiras têm os piores cabelos de sempre) que está cá desde 2003 mas só há 6 meses começou a trabalhar no cabeleireiro da moda  em Brick Lane. Por isso tem que aprender com os stylists mais seniores. Hoje a professora era uma asiática super bossy no alto do seu bob, que faz as semanas da moda de Londres. Ao que consta, um exemplo em perfeccionismo. Pessoalmente, uma reconciliação com os cabeleireiros. Após uma uma lavagem com massagem e variados produtos totalmente desconhecidos, um minucioso corte que habitualmente custa a módica quantia de 120L - haja tempo e paciência para o trabalho milimétrico. Para terminar, um brushing decente, sem doer nem queimar o coro cabeludo e um ...

Vietnamitas, Yoga e pubs

Mais uma semana a acabar, mais um vietnamita experimentado ( ai como o Interthai de Maputo mete estes restaurantes asiáticos todos a um canto. É certo que aqui há 30 mil e só fomos a 3 mas até agora aquele Pad Thai, mesmo com ketchup, é um dos meus pratos de confort food favoritos), mais uma manhã no Campus da Google, mais uma aula de Yoga fora de série, mais uma data de CVs enviados. É oficial, estou na segunda fase da buscar de trabalho. Significa que vale tudo. Agências cromas, médias e boutique ( as manhosas ainda não, deixarei para outro plano), lado do cliente, pubs, cafés giros e cadeias, lojinhas e até lojas a sério daquelas com mil departamentos e dezenas de formiguinhas a trabalhar que nem doidas. E mesmo assim continuo sem saber muito bem onde me focar, embora envie pelo menos alguns CVs todos os dias. Hoje foram 6, entre respostas a anúncios, formulários preenchidos nos sites e candidaturas espontâneas. Neste momento tenho cinco resumés diferentes: um para Estratégia Inte...

Job Hunting Status

2  processos de recrutamento que fui até ao fim mas não deram em nada. 2 processos de recrutamento sobre os quais não sei de nada. 2 entrevistas com head hunters que não passaram disso. 2 head hunters muito entusiasmados que não disseram mais nada depois das entrevistas que correram mal - certissímo, não há tempo a perder. Nem mesmo o meu. 2 entrevistas com head hunters entre ontem e hoje. Uma com uma proposta para digital, outra com TPC ( para os mais curiosos e/ou entendidos, o objectivo é fazer case studies a explicar como era o mercado das marcas que trabalhei em Moçambique, fazendo um paralelo com as do UK. Pois, coisa simples) e muito boas dicas. Mais de 10 CVs enviados por dia, incluindo para part-times em lojas, pubs e cafés. E a vida continua de novo, com um novo ânimo. E como é boa.

O melhor latte do bairro #4

Aqui na rua há uma padaria, The Barrel Boulangerie , que não vende pão. É mais uma pizzaria com cafés cremosos, croissants frescos, chiabattas com boas combinações ( mozzarella, tomate seco, pesto, pasta de azeitona e rúcula, por exemplo), sumo de laranja com espuma, pizzas e saladas estaladiças com abacate, soja e nozes. E uma portuga toda porreira, sempre com um sorriso encarnado e umas linhas para animar a malta. Esta semana é a última dela. Parece que vai para melhor mas vai fazer falta. Muita sorte para ela. Já o latte, esse é dos mais baratos aqui do bairro - 1,80L- , o wi-fi é grátis e os sofás são confortáveis, talvez até demais para se ficar aqui a trabalhar mais de meia hora. Que se pode querer mais? Aparentemente que os donos tratem melhor as miúdas que cá trabalham. Enfim, não será o único. Mesmo assim, dá que pensar. The Barrel Boulangerie 110-112 Hoxton Street Hackney London N1 6SH

Dia Internacional do Não-entendo-por-que-é-preciso-entregar-CV-em-mão-para-trabalhar-num-pub

Até entendo mas não entendo. Referências de CEOs, lavar os dentes e não cheirar a chulé são um plus. E já agora, noções de client services, managing e photoshop para fazer flyers nas horas mortas também são tidos em consideração. Afinal, não é qualquer um que tira pints, faz caipirinhas de vodka e limpa os restos de diversão dos clientes.  

Isto é cosmopolita

Mais uma semana, mais um mundo novo de oportunidades que se abre. Para quem está à procura de trabalho no Reino Unido há uma coisa muito importante para se ter, para além de garra, força de vontade e persistência: o National Insurance Number . Para tal, tem que se ligar para um número e marcar uma entrevista no Centro de Emprego da zona ( ou fora dela, como foi o meu caso). A minha foi hoje, passadas duas semanas. Estava marcada para o Job Plus Centre de Camden, 11:45, mas só me despachei uma hora depois apesar da rapidez com que atendiam as pessoas e do grande número de funcionários. À minha volta, estavam pessoas de todas as nacionalidades e mais algumas - espanhóis, italianos, ucranianos, pessoal do norte de África e de outros "Suls". A tal entrevista é apenas para dar alguns dados. Quando se chegou, onde se vive, o que se faz, porque se quer o NIN, preencher os dados do passaporte e pouco mais. Agora é espera de 2 a 4 semanas pelo OK mas tem tudo para correr bem. Afinal,...

This is London #6,7 e 8

Inscrever no ginásio ao lado de casa por 20L por mês, check. Ir a uma loja de bicicletas recicladas em Elephant and Castle, check mas não check comprar uma. Ir ao Borough Market e não conseguir andar mas provar paté de trufas, check. E assim começa mais um fim de semana em London.

This is life

Pois que o segundo mês cá não está a começar com a mesma leveza que o primeiro. Os dois processos de recrutamento que pareciam bem encaminhados não deram em nada, o que levou à consequente desmotivação e insegurança. Dois dias a desacreditar, de cabeça pouco erguida e muito chocolate sucederam-se. Também a pouca vontade de ir para a rua e de gastar dinheiro, a achar que a busca pode demorar muito mais que o desejado pelo que o melhor é poupar ao máximo. Não se preocupem, já estou em tratamento e segunda e terça já tenho novas entrevistas com novos head hunters. Se pensar bem e já com algum distanciamento, acho que o que mais me abalou não foi não ter ficado mas as expectativas que pus nestes trabalhos, as quais foram totalmente derrubadas. Os elefantes já tinham escolhido outra pessoa e não me tinham dito nada - vá lá enviei um mail. Disseram que me tinha destacado muito com os meus skills de copywriting mas que o outro candidato era melhor em inovação, e eles queriam isso. Já na Inf...

O melhor latte do bairro #3

Outro dia, ainda em recuperação da frustração, fiz uma escapadela à hora de almoço para ir beber um café com a J que trabalha ali ao pé de Old Street. Fomos ao Shoreditch Grind , um pequeno café de esquina impossível de não reparar - destaca-se de todos os prédios enormes à volta; é pequenino, arredondado e pintado de preto por fora. Lá dentro, há lugares ao balcão que dá para a rua e umas mesas corridas de madeira para partilhar. A comida - sanduíches cheias de sementes, verdes e queijos, saladas, croissants e bolos caseiros de babar- está exposta aos olhos de todos e o café é, aparentemente, feito com grãos moídos recentemente. Talvez por isso, o latte de soja, apesar de pequenino, vem no ponto em consistência e temperatura, destacando o sabor do café e não da soja. Saboroso e tamanho ideal para pós almoço. Shoreditch Grind 213 Old Street EC1V 9NR 020 7490 7490 Old Street Tube, exit 8 Latte perto das 3L

O melhor latte do bairro #2

O EAT é uma cadeia de restaurantes de comidas rápidas e plásticas mas aparentemente coloridas e saudáveis que se espalha pela cidade à velocidade dos Starbucks, Prêt a Manger e afins. Até aqui nada de novo. Quando venho para o Campus costumo ir lá buscar o meu latte, por ser perto e pela relação tamanho preço: 2,10L por 0,25l. Nada de especial também. A diferença hoje esteve em que havia um jogo para quem pedisse um café. Dois dados dentro de um copo de plástico, se calhassem com o mesmo número, o café era grátis. Quatro, quatro e pimbas. Sai um soya latte grátis para a menina. Só não veio extra hot mas que interessa? Hoje até está mais quente.

O melhor latte do bairro #1

Hoje vai começar uma nova rubrica aqui no blog. O melhor latte do bairro pretende entreter-me enquanto não arranjo trabalho, ao mesmo tempo que me obriga a sair de casa pela manhã, ganhar ritmo e ver pessoas. E voltar a escrever sobre o que mais gosto: sítios. Hoje estou no The Old Shoreditch Station , ao que me parece uma reabilitação de uma bastante antiga casa de pasto industrial, provavelmente decadente. O espaço é dominado pelo preto, branco e madeira com quadros de ardósia, bancos corridos de pele e mesas com tampos de vidro. No teto, pende um candeeiro enorme com lâmpadas ecológicas ( plumen) e abat jours que são vasos com flores ( boskke) - soam a marcas experimentais. Excepto onde há um espelho que amplia a sala principal, há prateleiras e pequenas vitrinas com óculos da marca Black Eyewear e canecas desirmanadas. Lá atrás é a sala de chá . Nesta sala principal há 6 mesas, todas ocupadas. Uma italiana que tem ar de quem quer ser actriz fala com um inglês de sapatos bicudos;...

What a feeling

Há sentimentos estranhos de digerir. Como quando algo corre tão mal que dá vergonha e não sai da cabeça, ao ponto de parecer que passa para a cara e toda a gente vai perceber. Foi o que senti há bocado quando sai de casa para entregar CVs aqui à volta, em lojas e pubs com boa onda - ao menos isso. Que toda a gente sabia que a minha apresentação de hoje tinha corrido mal, mesmo mal. Que me tinham feito mil perguntas às quais não soube responder com inteligência, que o meu inglês mais parecia o meu ( não) alemão e que estava abaixo da média. Então só entreguei um, numa loja de roupa minúscula de uma coreana que me ligou zero. Senti-me tão pequena, impotente, como se este mundo não fosse para mim. Em pouco mais de uma hora a andar aqui à volta pensei no que vale a pena e no que não vale nada, nas exigências da vida, na concorrência, nas expectativas dos outros, nas nossas, até no chinelo no pé e na horta biológica. Mas logo a seguir passei por tanta coisa gira que quero experimentar, da...

Já ou só?

Já passou um mês. Comecei o dia com um e-mail a dizer que não fui a escolhida para os elefantes e continuei com uma apresentação que me fará não ser a escolhida para a tal agência. Vou imprimir uns CVs para entregar nuns pubs e lojas. O lado bom? Só passou um mês. Amanhã.

Hoxton Street Market

Sábado de manhã. Sair de casa e descobrir que o o mercado de fim de semana do bairro fica na rua onde se mora, alegra o dia. Então com sol e mais 5 graus que nos últimos dias, tudo aquece e dá vontade de ir passear. Hoxton, onde vivemos, fica na zona Este de Londres. É portanto um bairro industrial onde as casas vitorianas brancas são substituídas por prédios de 2 ou 3 andares de tijolo e habitação outrora social que agora atrai a mais cool sociedade. Cosmopolita no verdadeiro sentido, com gente de todo o lado, Hoxton é ao mesmo tempo hip e underground, cheia de cafés com personalidade, lojinhas de autor e coisas giras para descobrir. Já fomos a 2 pubs, cada um do seu género. O Red Lyon com a sua lareira e ambiente Cais-do-Sodré e um que parece uma framácia, com objectos pop art alinhados em prateleiras altas e ambiente pseudo-despreocupado. À porta pedem sempre a identificação, não vá termos menos de 18 anos. Domingo de manhã. A descoberta do bairro continua. Desta vez de computador...

Ponto de encontro

Quem diria que era preciso vir para Londres para reencontrar uma grande amiga da primária passados 20 anos? Pois que a I está cá - há que dar o devido valor ao Facebook para quem anda nestas andanças de andar fora de casa há uns tempos- também à procura de trabalho e hoje combinámos um café que virou almoço. Falámos do presente, da busca de trabalho, de Portugal, de Londres, do passado. A Professora Esmeralda, os colegas fixes, os marrões, os encontros, os desencontros, os projectos, os sonhos, as desilusões, as coisas da vida. Teve graça: ela está igual a si mesma mas com mais 20 anos de interesse. E eu a pensar que só as avós podiam dizer isto, de estar 20 anos sem ver as amigas... Fair enough.

This is London #5

Estar no Campus da Google com Internet grátis, mais macs por m2 que pessoas, boas sanduíches e sumos de laranja (quase) natural. Que bom que é poder vir para um sitio destes, super design e super confortável, apesar das mesas estarem todas cheias e termos que nos sentar ao balcão. Mas não é um balcão qualquer. Este tem vista para a neve que cai, tomadas individuais e pessoas simpáticas sentadas ao nosso lado que por vezes falam só para terem companhia. Este é um espaço de co-work em Shoreditch que para se entrar basta inscrever no site, guardar a password e pedir o cartão na primeira vez que se lá vai. Isto para usar o café biblioteca. Depois é ter sorte e encontrar lugar ou ter muita e sentar ao lado de alguém que queira partilhar (boas) ideias. Quem quer ter mais privacidade pode sempre pagar um fee de membership, usar uma das outras salas espalhadas pelos vários andares do edifício e ainda ir a uma ou outra palestra das que há quase todos os dias. Empreendedorismo, inovação,...

Hoxtonizing

Um taxi, 2 estarolas, 4 malas, várias horas de arrumações, mil sacos cheios e aqui estamos nós no flat 145 em Hoxton. E que bem que se está, depois de tudo arrumado e de um pratão vietnamita cheio de cogumelos, tofu e arroz . Só falta mesmo o trabalho.

Double trouble

E sai duas entrevistas para a menina ali do flat 14! Uma às 9:30, outra às 16:00, as duas na linha central, as duas em agências boas mas completamente opostas, as duas óptimas oportunidades de trabalho. Felizmente sobra tempo no meio para ir a casa almoçar uma massa, recarregar baterias de uma noite mal dormida dada a emoção do dia seguinte e pentear. Qual é o problema de pentear? A primeira correu bem, a segunda também ( e olhem que, aqui do fundo, estive para desistir de ir até ao último segundo) mas isto não significa nada para além de estar mais confiante no meu inglês e capacidades, pondo o portugusismo de lado e tentando encontrar algum anglo-saxismo que possa haver, sei lá, nos olhos. Procurar trabalho é difícil - bem sei que ninguém disse que ia ser fácil mas é difícil. Perceber como o mercado funciona, quem são o contactos certos, conseguir falar com quem toma realmente decisões, saber lidar com as respostas manhosas, não partir o computador com as não respostas. Tudo isto ...

This is Afro Londoner

Não há nada como o IKEA. Não há. Quando o assunto é mobilar a casa e os adjectivos bom, giro e barato, é lá que se tem que ir. Em Portugal, seria pegar no carro, definir o budget, as medidas, os básicos e rezar ( ao bom senso) para não sair de lá na bancarrota. Em Moçambique ( vá, que não falo de lá há tanto tempo), seria seguir o catálogo online durante o ano todo, apontar as referências e aproveitar os curtos dias de férias para comprar alguns miminhos a preços decentes e que coubessem na mala de regresso, naqueles dolorosos 30 quilos - candeeiros de papel, individuais, talheres, separadores para o roupeiro, eu sei lá, sei que era o que tinha em casa, trazido pelas tão queridas visitas. Ou então ir à famosa Avenida de Angola e entrar no Moz IKEA* e, com sorte, pagar o triplo ou quiças umas módicas 10 vezes mais, tornando uma pechincha num objecto de design de desejo. O que não é  só mau. Ensina a dar valor aos pequenos luxos que em casa eram dados como adquiridos. Ensina ainda a...

This is London #4

Segunda-feira que é domingo porque é feriado. Preguiça a dobrar, recuperar a hora que nos tiraram ontem, vir  beber o latte da praxe, pesquisar um pouco mais sobre as agências em que tenho as entrevistas amanhã. À tarde, provavelmente ir comprar lençóis, edredon, coisas para tornar o quarto novo mais quarto. Mudamos quarta. Nada de mais, mas mais que suficiente.

To B or not to Brixton

Quando chegámos, faz hoje 3 semanas, uma das primeiras coisas que fizemos foi inscrever-nos no Spareroom , um dos melhores sites de pesquisa para quem quer encontrar quarto aqui em Londres ( há quem goste do Gumtree  e do Right Move  mas aí não tive muito sucesso, talvez porque são mais especializados em alugar/vender casas na totalidade). Tivemos que dar alguns dados normais como o nome e e-mail e ainda fazer um bonito anúncio de procura, com direito a foto e tudo: " Couple not too couple looks for a double room". Agora que já temos casa, tenho que dizer que valeu a pena expor um bocadinho da nossa vida. Gostos, hábitos, trabalho, estava lá tudo num texto bonito inspirado em outros que, como nós, decidiram usar a Internet para conhecer pessoas na sua situação e encontrar a melhor solução de partilha. Todos os dias recebíamos e-mails com resultados da nossa pesquisa, quartos em Angel/Islington, Shoreditch, Hoxton, Camden e ainda mais umas quantas zonas que não nos interessav...

Sexta-feira Santa

Feriado em quase todo o lado. Católico ou não, aqui todos têm sorte. Os dias de descanso são a dobrar, hoje e segunda. Chato para quem procura trabalho, bom para quem está de férias e aproveitar estes 4 dias para passear pela cidade. Nós cá tentamos dar o nosso melhor entre o job e o cool hunting pela cidade fora, sempre com o equilíbrio possível. Hoje acordámos cedinho, às 8:00, e entre e-mails e passeios demos por nós a almoçar no Le Pain Quotidien do Covent Garden. Se pudesse comia lá todos os dias. Experimentava tudo, dos croissants com salmão às tartines de presunto e queijo de cabra, passando pelo crumbles de frutos vermelhos e as cremosas sopas do dia. E repetia até enjoar. O J chegou na segunda e não são os graus negativos que nos fazem desanimar. Não podem. Do meu lado, não me posso queixar para além da enorme vontade que me assombrou de repente: tenho que ir trabalhar urgentemente. Não nasci para estar em casa. Embora me esforce por criar uma rotina, aqueles momentos em qu...

This is London #3

Começar a gostar tanto de Notting Hill que não apetece ir embora. Mesmo sabendo que tem que ser, que aqui é caro e longe demais, provisório e meio disfuncional - afinal, um casal a dormir numa cama de solteiro com colchão de molas dá insónias e isso pode ser problemático quando for preciso ir para  trabalho cedo. Mas gosto tanto do estúdio do Yoga!!!!! E da alcatifa!!!!

Job hunting #dúvida 1

Será que se deve ir a uma entrevista para uma empresa que não se quer não se sabe muito bem porquê mas que poderia ser uma óptima oportunidade de entrar no mercado? Sim ( mas com zero vontade. Convém comprar alguma pelo caminho ). Alguém dá mais?

Week 3

A semana 3 começa mais Afro e menos Londoner. Um post da C com uma foto que relembra o calor, os amigos que lá ficaram, aqueles sorrisos rasgados que trazem saudades dos bons tempos africanos. Segue com um mail da querida TAP. Parece que, passados 25 dias lá têm coragem de assumir que perderam a minha bagagem. Uma mala que levava muita roupa e coisas de miúda mas mais memórias e souvenirs e lembranças das viagens e de dois anos a viver no grande continente. África do Sul, Zâmbia, Botswana, Moçambique. Dois anos de coisas que se juntam não se sabe bem como mas que no final dão mais de 30 quilos. Muitas tiveram que ficar - umas por bem, outras nem por isso- mas as que conseguem por na mala é para chegarem. Digo eu. Phones, rinocerontes de madeira, malas de capulana, saias compridas, sabrinas novas, eu sei lá mais o quê, uma almofada comprada especialmente de para trazer para Londres, desenhada por uma designer brasuca-italiana e feita por uma comunidade do Xai Xai, as fotos do Bungee Ju...